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Q3950546 Enfermagem
Em relação ao tratamento da sífilis em gestantes, considerando a atualização da recomendação do intervalo entre doses, conforme Nota Técnica nº 14/2023 DATHI/SVSA/MS, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas

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Questão passível de recurso! A Nota Técnica referenciada na questão traz que as doses sejam aplicadas, idealmente, a cada 7 (sete) dias, não ultrapassando 9 (nove) dias. Caso alguma dose seja perdida ou o intervalo entre elas seja maior que 9 dias, é necessário reiniciar o esquema terapêutico.

gabarito errado, letra correta é a D

Pessoal, o enunciado está pedindo a INCORRETA.

Atenção!

A alternativa INCORRETA (e que deve ser assinalada como o gabarito da questão) é a B: Em gestantes que apresentarem intervalos superiores a 7 dias entre as doses, em qualquer esquema de tratamento prescrito, é necessário repetir o esquema terapêutico completo.

O erro central da alternativa está no número de dias de tolerância permitido. A Nota Técnica nº 14/2023-DATHI/SVSA/MS foi emitida pelo Ministério da Saúde justamente para atualizar e flexibilizar o intervalo aceitável entre as doses de benzilpenicilina benzatina no tratamento de gestantes.

  • O que a nova diretriz estabelece: O intervalo ideal entre as doses continua sendo de 7 dias, mas a tolerância máxima foi ampliada. O esquema só deve ser reiniciado se o intervalo entre as doses ultrapassar 9 dias.
  • Portanto, se a gestante atrasar a aplicação e tomá-la no 8º ou 9º dia após a dose anterior, o tratamento não precisa ser reiniciado. Apenas se passar do 9º dia é que se torna obrigatório repetir todo o esquema terapêutico do zero.
  • A (CORRETA): A benzilpenicilina benzatina é o padrão-ouro e o único medicamento capaz de atravessar a barreira placentária de forma eficaz para tratar o feto simultaneamente e prevenir a sífilis congênita.
  • C (CORRETA): Para o Ministério da Saúde, o tratamento da mãe só é considerado adequado para fins de descarte de sífilis congênita se for realizado com penicilina benzatina, na dose correta para o estágio da infecção, e concluído/iniciado até 30 dias antes do parto.
  • D (CORRETA): O tratamento deve ser o mais precoce possível para maximizar as chances de prevenção da transmissão vertical. Idealmente, começar antes da 28ª semana oferece uma margem de segurança epidemiológica muito maior antes do nascimento.
  • E (CORRETA): Se a mãe for tratada com qualquer outra medicação (como ceftriaxona ou eritromicina), a transmissão vertical não é evitada de forma documentada. Logo, o tratamento materno é considerado juridicamente inadequado, obrigando a notificação do recém-nascido e sua investigação diagnóstica invasiva na maternidade.

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