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Escolar do sexo masculino, com 8 anos de idade, é admitido no pronto atendimento durante crise convulsiva com duração de cerca 10 minutos, cedida após administração de midazolan. No exame físico, apresenta edema de membros inferiores e pálpebras, pressão arterial de 170 X 100 mmHg, frequência cardíaca de 120 bpm e saturação de O de 98%. O hemograma não tem alterações e tem contagem de plaquetas 230.000/mm³. O paciente não urina há cerca de 12h.
Em vista desse quadro, o diagnóstico mais provável é
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Tema central: A questão aborda o reconhecimento do quadro de emergência hipertensiva em pacientes pediátricos, com foco em manifestações clínicas sistêmicas como convulsão, edema, oligúria e hipertensão arterial grave.
Justificativa da alternativa correta (D – Encefalopatia hipertensiva):
Segundo diretrizes internacionais e nacionais, encefalopatia hipertensiva é a principal forma de acometimento neurológico em quadros graves de elevação aguda da pressão arterial em crianças. Os achados do caso — PA 170 × 100 mmHg (bastante acima do percentil 95 para idade), convulsão, edema e oligúria — configuram uma emergência hipertensiva, cujo sintoma neurológico mais típico é a alteração do sensório e crise convulsiva.
De acordo com o Manual MSD e protocolos da American Academy of Pediatrics, “sintomas neurológicos como convulsões e confusão mental são sugestivos de encefalopatia hipertensiva por ruptura da autorregulação cerebral e edema vasogênico”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Síndrome hemolítico-urêmica: Espera-se anemia hemolítica microangiopática e plaquetopenia, o que não se observa (hemograma e plaquetas normais).
B) Síndrome nefrótica: Clássica por proteinúria importante, hipoalbuminemia e edema, mas não cursa, em geral, com hipertensão grave ou sintomas neurológicos agudos nessa magnitude.
C) Estado de mal convulsivo: Trata apenas da convulsão prolongada, mas não explica o edema, oligúria e hipertensão severa.
E) Intoxicação exógena: Possível, porém os achados clínicos e laboratoriais são mais compatíveis com lesão de órgão-alvo por hipertensão, não toxicidade direta.
Dica de prova: Atenção a palavras-chave no enunciado como duração da convulsão, valores exatos de PA e sinais de comprometimento renal; eles direcionam para quadro sistêmico grave, evitando pegadinhas de diagnóstico restrito a um único órgão.
Referências essenciais: Manual MSD em Pediatria, UpToDate em emergências hipertensivas pediátricas e Sociedade Brasileira de Pediatria.
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