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Q3258588 Fisioterapia
A asma é uma síndrome clínica caracterizada por: obstrução das vias aéreas, que é parcial ou totalmente reversível, seja espontaneamente ou por medicação, inflamação das vias respiratórias e hiper-responsividade das vias aéreas a uma variedade de estímulos. Múltiplas células e diversos mediadores são envolvidos na asma. As células inflamatórias, como os mastócitos, eosinófilos, linfócitos e macrófagos, liberam uma variedade de mediadores químicos, tais como a histamina, as prostaglandinas e os leucotrienos. Esses mediadores resultam em aumento da espessura da parede, com hipertrofia e constrição da musculatura lisa das vias aéreas, descamação epitelial, hipersecreção de muco, edema de mucosa. Sobre a asma assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: A

Tema central: Asma é uma doença inflamatória crônica com obstrução variável e reversível das vias aéreas, hiper-responsividade brônquica e produção de muco. Na prática, é essencial mensurar objetivamente a função pulmonar para classificar gravidade, monitorar controle e guiar tratamento.

Por que a alternativa A está correta? A percepção de dispneia e os achados do exame físico têm baixa correlação com a intensidade da obstrução. Por isso, recomenda-se espirometria (com broncodilatador) e/ou PFE para avaliação objetiva. Diretrizes GINA 2024/2025, SBPT e UpToDate reforçam que decisões terapêuticas devem se apoiar nesses parâmetros (FEV1, FEV1/FVC, variabilidade do PFE), especialmente em exacerbações e no seguimento ambulatorial.

Estratégia de prova: destaque expressões como “avaliação objetiva” e desconfie de itens que absolutizam percepções subjetivas na asma. Em urgência, valores de FEV1/PFE seriados orientam resposta à terapia e necessidade de internação.

Análise das alternativas incorretas

B) Começa correta ao dizer que espirometria e PFE avaliam resposta à terapia em diferentes cenários. Entretanto, cai na armadilha ao afirmar que “a medida de PFE não é importante”. Isso contraria GINA/SBPT: o PFE é útil para monitorização seriada, planos de ação domiciliares e para estimar gravidade em exacerbações quando a espirometria não está disponível. O problema do PFE é a maior variabilidade e dependência de esforço, não a inutilidade.

C) A primeira parte é verdadeira: corticosteroides inalatórios (CI) reduzem inflamação, hiper-responsividade, exacerbações e mortalidade; são a base do tratamento controlatório. A frase final (“não são importantes”) é flagrantemente falsa e contraditória. Diretrizes GINA/Harrison’s colocam CI como pilar desde etapas iniciais (inclusive em combinações com formoterol em uso sob demanda, conforme o passo terapêutico).

D) Afirma que o tratamento é “unicamente fisioterapêutico”. Falso. O manejo é farmacológico + não farmacológico. Farmacológico: CI, broncodilatadores (LABA/LAMA), SABA em situações específicas, antileucotrienos, biológicos em asma grave, além de corticoide sistêmico em exacerbações. A fisioterapia respiratória é adjunta: educação, técnicas de controle ventilatório, higiene brônquica quando indicado, reabilitação/exercício para melhorar condicionamento e qualidade de vida—mas nunca substitui a farmacoterapia.

Dica clínica rápida (diagnóstico): espirometria com obstrução (FEV1/FVC reduzido) e reversibilidade ≥12% e ≥200 mL no FEV1 pós-broncodilatador; variabilidade do PFE >20% apoia diagnóstico. FeNO pode auxiliar em fenótipo T2.

Referências essenciais: GINA 2024/2025; SBPT Diretrizes de Asma; UpToDate (Asthma in adults: evaluation and diagnosis; Management); Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Pegadinha clássica: itens com parte correta seguidos de negação (“não é importante”). Leia até o fim e confronte com diretrizes.

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