A fraqueza adquirida na UTI (FAUTI) é uma síndrome de fraque...

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Q3258586 Fisioterapia
A fraqueza adquirida na UTI (FAUTI) é uma síndrome de fraqueza muscular periférica generalizada que se desenvolve em pacientes críticos, sem que haja outra explicação para a fraqueza. A incidência da fraqueza é expressiva em pacientes críticos (25% a 75%). A fisiopatologia é complexa e envolve alterações funcionais e estruturais dos nervos e músculos envolvidos. Muitas vezes os pacientes têm alta e necessitam de fisioterapia para retornar as suas atividades de vida diária. Assinale a alternativa CORRETA
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Alternativa correta: B

1. Tema central:

Esta questão aborda a fraqueza adquirida na UTI (FAUTI), uma condição comum em pacientes críticos que passam longo tempo internados. Isso é relevante em concursos de fisioterapia porque impacta diretamente o planejamento da reabilitação desses pacientes.

2. Resumo teórico:

A FAUTI consiste em uma perda de força muscular periférica, sem outra explicação além da doença crítica. O Medical Research Council Score (MRC) é o método clínico mais utilizado para diagnóstico. O escore avalia seis grupos musculares bilaterais (totalizando 12 avaliações), com notas de 0 a 5 para cada grupo, podendo variar de 0 a 60 pontos. Um valor menor que 48 pontos ou 80% do total indica FAUTI, desde que outras causas sejam descartadas (Fonte: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia; Crit Care Med 2009).

3. Justificativa da alternativa correta (B):

A alternativa B está correta porque traz a definição exata dos pontos de corte usados no MRC para o diagnóstico de FAUTI. Valores abaixo de 48 pontos (<80% do escore total) são consenso internacional para identificar pacientes com fraqueza muscular adquirida em UTI, desde que não haja outras causas.

4. Análise das alternativas incorretas:

A: O MRC não avalia apenas cinco movimentos, mas seis grupos musculares bilaterais (abdutores do ombro, flexores do cotovelo, extensores do punho, flexores do quadril, extensores do joelho, dorsiflexores do tornozelo).

C: A pontuação do MRC varia de 0 a 5 para cada grupo muscular, e não de 0 a 4. Isso altera o escore total possível, invalidando a alternativa.

D: A preensão palmar é sim utilizada para avaliar fraqueza em pacientes críticos, sendo um teste complementar importante, mas a alternativa afirma erroneamente que não deve ser usada. Além disso, a frase apresenta contradição interna ao citar valores diagnósticos.

5. Estratégias de interpretação:

Ao ler questões sobre escalas e testes, fique atento aos detalhes numéricos (faixa de pontuação, pontos de corte) e à quantidade de segmentos avaliados. Pegadinhas comuns envolvem trocar valores de corte, modificar o número de músculos testados ou confundir escalas.

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