Paciente do sexo masculino, 28 anos, sem comorbidades conhec...

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Q3222269 Medicina
Paciente do sexo masculino, 28 anos, sem comorbidades conhecidas, apresenta sangramento nasal recorrente, predominantemente unilateral, que ocorre de forma espontânea e é de pequena a moderada intensidade. Ao exame físico, nota-se sangramento ativo proveniente da região anterior do septo nasal. Qual a melhor abordagem inicial para o manejo desse caso? 
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Tema central da questão: O tema principal aqui é o manejo inicial da epistaxe, que é o termo médico para sangramento nasal. Essa condição é comum e, na maioria das vezes, não é grave, mas pode ser desconfortável e requer uma abordagem adequada para o controle.

Justificativa para a alternativa correta (B): A melhor abordagem inicial para o manejo de um sangramento nasal, especialmente quando é unilateral e proveniente da região anterior do septo nasal, é a compressão digital e a aplicação de um vasoconstritor tópico. Esta prática é eficaz para controlar sangramentos que ocorrem na região anterior do septo, conhecida como área de Kiesselbach, onde a maioria das epistaxes tem origem. A compressão e o uso de vasoconstritores ajudam a formar um coágulo e reduzir o fluxo sanguíneo local, permitindo que o sangramento cesse espontaneamente. De acordo com diretrizes médicas, essa é a primeira linha de ação para epistaxe anterior.

Análise das alternativas incorretas:

A - Cauterização química com nitrato de prata imediatamente: Esta abordagem pode ser utilizada se a compressão e os vasoconstritores falharem, mas não é a primeira linha de tratamento devido ao risco de lesão tecidual e formação de perfurações no septo se não for realizada corretamente.

C - Solicitar tomografia de seios paranasais antes de qualquer intervenção: Uma tomografia não é necessária no manejo inicial da epistaxe simples, especialmente sem sinais de complicações ou suspeita de patologia subjacente mais grave. A avaliação por imagem é indicada em casos de epistaxe recorrente sem causa aparente ou quando há suspeita de lesões estruturais.

D - Tamponamento nasal anterior com gaze embebida em solução anestésica: Embora o tamponamento seja uma técnica válida, ele é geralmente reservado para casos em que a compressão e vasoconstrição tópica não controlam o sangramento. Além disso, pode ser desconfortável para o paciente e não deve ser a primeira abordagem.

E - Encaminhar para avaliação cirúrgica de emergência: A indicação cirúrgica é rara e só é considerada em casos de epistaxe grave que não respondeu às medidas conservadoras ou quando há suspeita de tumores ou anomalias nasais.

Conclusão: A epistaxe anterior geralmente se resolve com medidas simples, como compressão e vasoconstritores tópicos, sem necessidade de intervenções mais invasivas.

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