Se na frase retirada do texto “a nossa configuração interna ...

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Q2777551 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Todo mundo tem pelo menos um esqueleto escondido no armário


  1. Quando o suposto “defeito” fica na parte de fora da gente, aprendemos a disfarçá-lo;
  2. com cortes de cabelo, maquiagem, roupas que nos favoreçam, filtros fotográficos e o que mais
  3. estiver ao nosso alcance para que possamos exibir ao mundo uma imagem mais aceita e
  4. “curtível”. Já quando a incongruência vem de dentro, do nosso caráter ou do nosso DNA
  5. afetivo, aí a coisa fica um pouquinho mais complicada. Para nossas distorções internas não ___
  6. filtro, roupa de grife ou tratamento estético que dê jeito. O mais estranho é que, talvez, seja
  7. exatamente essa maior dificuldade encontrada o que nos torna tão especialistas em camuflar
  8. nossas partes internas mais densas, pesadas, estranhas e rejeitadas. Por exemplo, reparou
  9. como todo mundo se sente vítima da inveja, mas ninguém assume ser invejoso? Essa conta
  10. simplesmente não fecha; sobra “x”, sobra incógnitas, sobra dividendos e zeros depois da
  11. vírgula. E a explicação para essa transgressão matemática é muito simples: a nossa
  12. configuração interna não é exata, não flutua segundo a orientação dos maravilhosos (e
  13. assustadores) algoritmos, não há fórmula racional possível para equalizar nossas demandas
  14. emocionais, nossas batalhas diárias contra nosso mais terrível inimigo: a falta de
  15. autoconhecimento.
  16. Somos completos estranhos para nós mesmos. Essa personagem que acorda conosco
  17. dentro de nós apenas imagina quem seja essa outra personagem que a gente vê no espelho, e
  18. vice-versa. Somos pelo menos dois tentando fazer dar certo um casamento indissolúvel. O fato
  19. é que passamos a vida julgando os outros, querendo os outros, desejando os outros, rejeitando
  20. os outros, perseguindo os outros e descartando os outros, para tentar escapar do nosso
  21. intransferível destino: somos completamente incapazes de sentir por nós mesmos todas essas
  22. complexas paixões de aproximação e desapego. Então, para não termos de encarar de frente
  23. esse desafio enorme que é desencavarmos esse fóssil humano de nós mesmos, soterrado sob
  24. inúmeras camadas de poeira, pedra e lágrimas, seguimos fingindo que está tudo bem.
  25. Arranjamos jeitos de doer menos, nos cercamos de crenças – religiosas ou não – para nos
  26. acalmar a angústia diante da nossa indisfarçável imperfeição. Seguimos recitando pequenas
  27. ladainhas, invocando algum deus ou sábio, a fim de explicar ou abençoar nossas pretensões à
  28. uma suposta santidade ou – ainda mais ambiciosos – a fim de alcançar uma coisa chamada
  29. “paz interior”.
  30. É, companheiro, só a gente mesmo para entender o quão complexo, custoso e
  31. desafiador é carregar-nos todo santo dia para cima e para baixo. E haja academia, terapia,
  32. creme hidratante, plástica capilar, fruta orgânica e receitas sem carboidrato para caber em tão
  33. descabida expectativa. Quem sabe não esteja na hora de visitarmos aquele porão esquecido,
  34. frio e escurinho. Abrir aquele armário secreto, trancado a sete chaves e dar uma boa olhada
  35. naquele esqueletinho que padece ali, abandonado e sem afeto. Imagine cada um de nós
  36. andando por aí com seu podre revelado… Talvez, de início se instalasse o caos. Sim, _______
  37. desacostumamos demais da verdade. Porque, no começo, insistiríamos em afirmar que o
  38. esqueleto do outro é muito mais temível do que o nosso. Entretanto, passado um tempo…
  39. acabaríamos compreendendo que não há uma variedade assim tão grande de defeitos. Nossos
  40. horrores internos são, na verdade, muito mais parecidos do que a nossa vitrine inventada e
  41. mantida com tanto custo. Reveladas nossas entranhas esquisitas, acabaríamos tirando um peso
  42. enorme do peito e das costas e descobriríamos que nossas faltas, assim como nossos excessos,
  43. são apenas casquinhas de feridas que ainda não aprendemos a curar.

Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/todo-mundo-tem-pelo-menos-um-esqueleto-escondido-no-armario/. Acesso em 9 set. 2018.

Se na frase retirada do texto “a nossa configuração interna não é exata, não flutua segundo a orientação dos maravilhosos (e assustadores) algoritmos, não há fórmula racional possível para equalizar nossas demandas emocionais, nossas batalhas diárias contra nosso mais terrível inimigo: a falta de autoconhecimento”, a palavra “configuração” fosse flexionada no plural, quantas outras palavras deveriam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa correta: D - Seis.

1. Tema central da questão
A questão cobra concordância verbo-nominal, competência fundamental em textos dissertativos. Dominar a concordância é essencial para garantir clareza e correção gramatical, eliminando ambiguidades e erros que podem comprometer a interpretação ou a avaliação da banca.

2. Resumo teórico progressivo
Concordância nominal e verbal é a adequação entre palavras em número (singular/plural) e gênero (masculino/feminino). Quando um termo central (como “configuração interna”) muda do singular para o plural, todos os termos que a ela se referem — artigos, adjetivos, pronomes, verbos — devem acompanhar essa flexão. Conforme Celso Cunha e Lindley Cintra, “a harmonia entre as palavras da oração é imprescindível para a coesão e coerência textual” (Nova Gramática do Português Contemporâneo).

3. Justificativa da alternativa correta
No trecho citado, temos:
a nossa configuração interna não é exata, não flutua segundo a orientação dos maravilhosos (e assustadores) algoritmos, não há fórmula racional possível para equalizar nossas demandas emocionais, nossas batalhas diárias contra nosso mais terrível inimigo: a falta de autoconhecimento.”

Se mudarmos “configuração” para o plural (“configurações”), os termos relacionados diretamente a ela também irão para o plural:
1. aas (artigo)
2. nossanossas (pronome possessivo)
3. internainternas (adjetivo)
4. não énão são (verbo ser)
5. exataexatas (adjetivo)
6. não flutuanão flutuam (verbo flutuar)

Assim, seis palavras precisariam ser flexionadas para garantir a concordância.

4. Análise das alternativas incorretas
A - Três: Considera apenas parte dos termos que exigem flexão, ignorando artigos, adjetivos ou os verbos.
B - Quatro: Também subestima a quantidade, provavelmente esquecendo de flexionar verbos.
C - Cinco: Erra por pouco, talvez esquecendo um dos termos dependentes.
E - Sete: Superestima, talvez contando termos que não dependem diretamente do núcleo.

5. Estratégias para questões de concordância
- Identifique o núcleo do sujeito e verifique quais palavras o acompanham; tudo que se refere a ele deve ser flexionado.
- Procure por artigos, pronomes, adjetivos e verbos conectados diretamente ao termo flexionado.
- Cuidado com pegadinhas: a banca pode inserir termos no meio da frase apenas para confundir.

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 “as nossas configurações internas não são exatas, não flutuam segundo a orientação dos maravilhosos (e assustadores) algoritmos, não há fórmula racional possível para equalizar nossas demandas emocionais, nossas batalhas diárias contra nosso mais terrível inimigo: a falta de autoconhecimento”

GAB - D

“Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas o senhor é que dá a vitória” Provérbios 21:31.

a palavra não conta.. AFF estou sempre errando essas e cai em todas..

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