Paciente de 15 anos inicia quadro de otalgia bilateral, após...

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Q3222261 Medicina
Paciente de 15 anos inicia quadro de otalgia bilateral, após banho de imersão há 3 dias, evolui com otorréia espessa, purulenta, acompanhada de hipoacusia e sensação de plenitude auricular. Procura pronto atendimento após ter feito uso de dipirona, sem melhora. Ao exame os únicos achados são: edema, eritema do canal auditivo externo e otorréia espessa ocupando todo o canal auditivo impedindo a visualização de membranas timpânicas. A partir desse quadro, assinale a alternativa correta:
Alternativas

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O tema central desta questão é a otite externa bacteriana, uma infecção do canal auditivo externo, frequentemente associada a fatores como umidade excessiva, que facilita o crescimento bacteriano. Vamos analisar a alternativa correta e as incorretas para entender melhor esse quadro clínico.

Justificativa para a alternativa correta (C):

A alternativa C está correta porque descreve adequadamente o manejo para Otite Externa Bacteriana. O quadro clínico do paciente inclui sintomas característicos como otalgia (dor de ouvido), otorréia purulenta (secreção espessa), edema e eritema do canal auditivo externo. Este quadro é típico de uma otite externa, também conhecida como "ouvido de nadador", especialmente após exposição à água.

O tratamento envolve o uso de antibióticos tópicos (como ciprofloxacino ou neomicina) para tratar a infecção local. Em casos mais graves ou na presença de celulite, pode-se considerar o uso de antibióticos sistêmicos. O uso de anti-inflamatórios ajuda a reduzir a dor e o edema.

Análise das alternativas incorretas:

A) A presença de secreção purulenta no ouvido externo não é indicativa de otite média aguda. Esta condição envolve a orelha média e não o canal auditivo externo. Além disso, o tratamento da otite média aguda não é feito com antibióticos tópicos, mas, geralmente, com antibióticos orais como a amoxicilina.

B) A otite média colesteatomatosa é uma condição diferente, caracterizada pela presença de colesteatoma, uma massa de células epiteliais no ouvido médio. O diagnóstico não pode ser confirmado apenas com otoscopia; exames de imagem, como tomografia, são frequentemente necessários. Além disso, o tratamento é cirúrgico, e não baseado em antibióticos.

D) A indicação de ampla cobertura antibiótica devido à possibilidade de mastoidite é inadequada aqui, pois a mastoidite é uma complicação da otite média, não da otite externa. A incidência de mastoidite não é alta em casos de otite externa, então essa abordagem é incorreta.

E) A irrigação da orelha externa pode exacerbar a inflamação e a infecção, especialmente se a membrana timpânica estiver perfurada, o que não foi avaliado neste caso. A irrigação não é uma prática recomendada no manejo inicial de otite externa.

Em resumo, o tratamento apropriado para otite externa bacteriana envolve antibioticoterapia tópica e, em alguns casos, sistêmica, além de anti-inflamatórios para alívio sintomático. É importante evitar a irrigação do canal auditivo nesta condição.

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