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“ChatGPT usado por estudantes causa polêmica e muda métodos de ensino de redação A chegada do
ChatGPT, o aplicativo que redige textos e explica conceitos em frases simples, está mudando a forma de ensino nas universidades dos Estados Unidos. Uma reportagem do New York Times conta como os professores universitários estão enfrentando o problema dos alunos que recorrem ao chatbot para fazer suas redações.
A reportagem conta o caso ocorrido em fevereiro deste ano, quando o professor Antony Aumann, da Northern Michigan University, leu um texto de um aluno com parágrafos limpos, exemplos apropriados e argumentos rigorosos. Instantaneamente, um sinal de alarme disparou em sua cabeça. Aumann confrontou seu aluno para descobrir se ele havia escrito o ensaio. O aluno confessou ter usado o ChatGPT para redigir o trabalho escolar. Aumann ficou alarmado, e então decidiu mudar as aulas de redação para seus cursos neste semestre. Ele passou a exigir que os estudantes escrevam os primeiros rascunhos na sala de aula, usando navegadores que monitoram e restringem a atividade do computador. Nos rascunhos subsequentes, os alunos terão que explicar cada correção. O professor também planeja integrar o ChatGPT às aulas, onde pedirá aos alunos que avaliem as respostas do chatbot.
“Nas aulas, a dinâmica não será mais assim: ‘Aqui estão algumas perguntas e vamos falar sobre isso entre nós como seres humanos'”, disse ele. Agora, será assim: ‘O que esse robô alienígena pensa também?”
Em todo o país, professores universitários, chefes de departamento e administradores estão começando a reformar as aulas em resposta ao ChatGPT, o que poderia causar uma enorme mudança no ensino e na aprendizagem, segundo o NYT. Alguns professores estão redesenhando completamente seus cursos, fazendo mudanças como mais exames orais, trabalho em grupo e avaliações manuscritas em vez de digitadas." (Texto adaptado. Disponível em: https://oespecialista.com.br/chatgpt-educacao/).
“Aumann confrontou SEU ALUNO para descobrir se ele havia escrito o ensaio. O ALUNO confessou ter usado o ChatGPT para redigir o trabalho escolar.” Para evitar a repetição das palavras destacadas, assinale a alternativa que contém elementos de substituição que não prejudicam o sentido e as regras gramaticais.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: O assunto abordado é coesão referencial e regência verbal – dois pontos fundamentais para clareza e precisão em textos dissertativos, muito cobrados em provas para cargos fiscais. A questão exige identificar pronomes e elementos substitutivos adequados para evitar repetições, mantendo o texto coeso e respeitando as regras da norma-padrão.

Justificativa da alternativa correta (C):

Em “confrontou-o”, emprega-se o pronome oblíquo átono “o”, funcionando como objeto direto, respeitando a regência do verbo “confrontar” – que é transitivo direto. Em seguida, ao substituir “o aluno” por “esse”, utiliza-se o pronome demonstrativo de forma corretíssima, já que se refere a um termo já citado (regra: “esse” retoma elementos anteriores).

Exemplo análogo: “A professora advertiu Maria. Essa ficou abalada.” Aqui, “essa” retoma “Maria”, sem ambiguidade e sem repetição.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) confrontou-lhe; O qual confessou.
    Erro: O pronome “lhe” só deve ser usado para objetos indiretos. Como “confrontar” exige objeto direto, o certo seria “o”. “O qual” não substitui o sujeito de maneira natural nem elegante nesse contexto; “o qual” é pronome relativo usado para orações subordinadas, não para evitar simples repetições.
  • B) confrontou-os; Eles confessou.
    Erro: “Os” e “eles” estão no plural, e o texto fala de um só aluno. Há ainda erro de concordância verbal: seria “eles confessaram”.
  • D) confrontou-lhe; Ele confessou.
    Erro: Repete-se o mesmo problema de regência (“lhe” indevido). “Ele” retomaria o sujeito, mas não resolve o uso incorreto do objeto direto.
  • E) confrontou-o; Cujo confessou.
    Erro: “Cujo” é um pronome relativo possessivo, usado para indicar posse entre nomes em orações relativas (“o aluno cujo trabalho foi copiado”). Não pode ser sujeito do verbo “confessou”.

Resumo das regras envolvidas:

Regência do verbo “confrontar”: É transitivo direto (“confrontou o aluno”) → pronome “o”.
Uso de “esse”: Retoma elemento já mencionado, promovendo coesão.
Evitar repetição: Substituir termos por pronomes adequados é estratégia essencial em redação formal, conforme orientações de Bechara e Cunha & Cintra.

Estratégia para futuras provas:

Atente-se à regência dos verbos e ao uso preciso dos pronomes oblíquos e demonstrativos. Compare o tipo de complemento exigido pelo verbo e escolha o pronome correspondente. Sempre cheque se a substituição mantém o sentido e a referência do texto.

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Comentários

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Alternativa "c". Eu costumo olhar a transitivodade verbal ...sendo vtd e estando no singular só pode ser a " c" como resposta.

Confrontar é VTD. Quem confronta, confronta alguém ou alguma coisa, portanto teremos o pronome "O".

Lembrando que o "Lhe" exerce a função de objeto indireto. E o "O", objeto direto.

Obs: errei a questão por ter ficado em dúvida quando a transitividade do verbo.

Qualquer erro me notifiquem.

Pergunte ao verbo > confrontou, quem? "o aluno"

Se é um VTD, excluímos as alternativas com "lhe" afinal, "lhe" tem função de objeto indireto

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