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Q1816251 Medicina
Paciente nefropata em diálise é diagnosticado com tuberculose e encaminhado para consulta com infectologista para orientações sobre o esquema terapêutico a ser utilizado. Assinale o esquema correto a ser empregado em pacientes que usam o esquema básico no tratamento de TB, somente.
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Tema central: O foco da questão é o esquema terapêutico da tuberculose em pacientes nefropatas em hemodiálise. Pacientes em diálise apresentam alterações farmacocinéticas relevantes que exigem adaptações no regime de tratamento antituberculose para garantir eficácia e reduzir toxicidade.

Justificativa para a alternativa correta (D): O Ministério da Saúde recomenda o Esquema I para tuberculose, mas pacientes em diálise necessitam de ajuste de doses e posologia. O esquema em questão orienta que é realizado RHZE três vezes por semana (após diálise) durante dois meses, seguido de RH (rifampicina + isoniazida) diariamente por mais quatro meses — totalizando seis meses de tratamento.

Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (p. 134): "Pacientes em regime crônico de Hemodiálise deverão receber as doses dos medicamentos logo após a diálise." Além disso, durante a diálise, pirazinamida e etambutol devem ser administrados três vezes por semana, evitando acúmulo e toxicidade.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) RH por 9 meses: Este não é o esquema-básico recomendado para TB pulmonar sensível; a duração de 9 meses só é indicada em tuberculose meningoencefálica ou por ajuste diante de toxicidades.

B) RH por 6 meses: Faltam outros fármacos (pirazinamida e etambutol) na fase intensiva, fundamentais para evitar resistência e proporcionar cura adequada.

C) RHZE três vezes por semana por quatro meses seguido de RH por dois meses: A inversão da duração das fases não corresponde ao protocolo, pois a fase intensiva sempre deve ser de dois meses e a de manutenção, de quatro meses.

Pontos de atenção em provas: Observe os detalhes sobre esquema, drogas e duração das fases. Questões podem inverter ordem ou doses nos casos especiais (como IRCT e diálise) — atenção para pegadinhas!

Referências e evidências: As recomendações estão claras no Manual de TB do MS (p. 133-135), sustentadas por consensos brasileiros de pneumologia e literatura internacional (exemplo: UpToDate).

Resumo: Pacientes em diálise recebem o esquema clássico, mas com ajustes de frequência e momento da administração — reforçando a alternativa D como correta.

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O esquema terapêutico correto a ser empregado em pacientes nefropatas em diálise com tuberculose é o da alternativa D: RHZE às 2ª, 4ª e 6ª e RH às 3ª, 5ª, sábados e domingos por dois meses, seguido de RH diariamente durante quatro meses. Isso porque pacientes em diálise apresentam uma menor capacidade de eliminar medicamentos, o que pode levar a uma acumulação excessiva de drogas e aumentar o risco de efeitos colaterais. Por isso, o esquema terapêutico deve ser adaptado para minimizar esse risco. O esquema da alternativa D é o mais adequado nesse caso, pois permite uma maior supervisão do uso dos medicamentos e uma menor exposição diária ao rifampin, que tem efeitos adversos sobre a função renal.

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