A Tuberculose (TB) é a maior causa de morte em pacientes po...
1. Tenofovir / Lamivudina (TDF/3TC) + Ralteglavir (RAL) 2. Tenofovir / Lamivudina (TDF/3TC) + Dolutegravir (DTG) 3. Tenofovir / Lamivudina (TDF/3TC) + Efavirenz (EFZ)
“Considerando as indicações de utilização em pacientes com coinfecção TB + HIV, o esquema ____ é de primeira linha para pacientes com coinfecção, sendo o ____ reservado para início de tratamento em pessoas coinfectadas com tuberculose com critérios de gravidade. O esquema ____ está contraindicado para tratamento de coinfecção, pois apresenta interação medicamentosa com Rifampicina.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
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Tema central: Terapia antirretroviral na coinfecção tuberculose (TB) e HIV. Esta questão exige conhecimento atualizado sobre as interações medicamentosas entre os antirretrovirais e a rifampicina, pilar do tratamento da TB, além de capacidade de reconhecer a estratégia terapêutica padrão para esse perfil de paciente.
Justificativa da alternativa correta (A):
Esquema 3 (TDF/3TC + EFZ) é de primeira linha em coinfecção TB-HIV pois efavirenz mantém eficácia mesmo com uso concomitante de rifampicina, não exigindo ajuste de dose. Segundo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT/Ministério da Saúde, 2024, p. 48): “o regime preferencial para pessoas vivendo com HIV que estejam utilizando rifampicina é TDF+3TC+EFZ”.
Esquema 1 (TDF/3TC + RAL) está contraindicado pelo risco de redução dos níveis plasmáticos do raltegravir devido à potente indução enzimática da rifampicina, o que pode acarretar falha terapêutica. As diretrizes são claras: “A associação de RAL com rifampicina deve ser evitada.”
Esquema 2 (TDF/3TC + DTG) pode ser utilizado em situações de gravidade, desde que ajustada a dose do dolutegravir (50 mg 2x/dia), pois a rifampicina reduz sua concentração. Só deve ser iniciado quando há contraindicação ao efavirenz ou quando o paciente apresenta perfil gravemente doente.
Análise das alternativas:
A) 3 / 1 / 3: Correta — corresponde exatamente ao preconizado em protocolos oficiais.
B), C) e D): Incorretas — Trocam as ordens dos esquemas, sugerindo DTG como primeira linha ou indicando RAL fora do contexto de gravidade, o que não segue o PCDT. Lembre: o DTG só pode ser usado com dose ajustada e em situações específicas, e RAL não deve ser usado junto à rifampicina.
Estratégia para a prova: Sempre associe o nome efavirenz com segurança na TB-HIV. Ao identificar rifampicina + DTG ou RAL, procure por indicação para caso grave ou contraindicação. Atenção a esses detalhes na leitura das alternativas: pequenas mudanças na ordem mudam completamente a resposta!
Evidências e referências: Veja PCDT HIV – Módulo II: Coinfecções e Infecções Oportunistas (MS, 2024), páginas 46-48. Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed., também reforça esse manejo.
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