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Q3058020 Medicina
Um homem de 60 anos é admitido na unidade de terapia intensiva (UTI) com diagnóstico de choque séptico secundário a pneumonia adquirida na comunidade. Ele foi inicialmente tratado no pronto-socorro com ressuscitação volêmica com cristaloides IV e antibióticos de amplo espectro. Apesar da reposição volêmica adequada, ele permanece hipotenso com pressão arterial média (PAM) de 55 mmHg. Seu lactato sérico permanece elevado em 4 mmol/L. Seus sinais vitais na UTI são: pressão arterial 80/45 mmHg, frequência cardíaca 120 bpm, frequência respiratória 26 rpm, temperatura 38,5°C, e saturação de oxigênio 92% em ventilação mecânica. Foi iniciada noradrenalina em bomba de infusão contínua.
Qual é a conduta inicial mais apropriada para o manejo de vasopressores neste paciente, de acordo com os guidelines do Surviving Sepsis Campaign?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O caso aborda o manejo hemodinâmico no choque séptico, especificamente o momento adequado para a associação de vasopressores conforme diretrizes internacionais. O choque séptico caracteriza-se por hipotensão persistente (PAM < 65mmHg) apesar da ressuscitação volêmica adequada, frequentemente exigindo suporte vasopressor.

Justificativa da alternativa correta (D): Segundo a Surviving Sepsis Campaign 2021, após instituir a noradrenalina como vasopressor de primeira linha, a recomendação é adicionar vasopressina quando a dose de noradrenalina estiver na faixa de 0,25 a 0,5 μg/kg/min:
“In our practice, vasopressin is usually started when the dose of norepinephrine is in the range of 0.25−0.5 μg/kg/min.” (Hemodynamic Management – Vasoactive Agents).
Esta conduta visa evitar doses muito altas de noradrenalina e suas possíveis complicações, otimizando o controle pressórico e potencialmente melhorando os desfechos.

Análise das alternativas incorretas:
A) 1 mcg/kg/min, B) 0,75 mcg/kg/min, C) 2 mcg/kg/minIncorretas pois preconizam associar vasopressina somente em doses muito superiores ao recomendado, o que pode retardar o controle hemodinâmico eficaz e aumentar o risco de efeitos adversos. Na prática, não se deve esperar doses tão elevadas para a associação.
E) 0,1 mcg/kg/minIncorreta pois seria precoce demais, existindo risco de uso desnecessário de polifarmácia e custos, sem base em evidências sólidas.

Estratégia para provas: Atente-se a intervalos de dose destacados em recomendações oficiais. Geralmente, a faixa segura para adição de vasopressina (0,25–0,5 μg/kg/min) está bem explícita nos documentos de referência. Cuidado com pegadinhas que apresentem doses muito baixas ou muito altas!

Evidência e protocolo:
A conduta está de acordo com a Surviving Sepsis Campaign 2021 e corroborada pelo estudo VASST, sendo prática reconhecida por sociedades intensivistas no mundo.
A fonte oficial recomenda: “vasopressin is usually started when the dose of norepinephrine is in the range of 0.25−0.5 μg/kg/min.”

Resumo: O manejo do choque séptico exige associação de vasopressores conforme resposta individual e diretrizes. Lembre-se: a dosagem de 0,25 μg/kg/min de noradrenalina é o ponto de corte recomendado para considerar adição de vasopressina.

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