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Q1816246 Medicina
Uma gestante que não realizou o pré-natal corretamente acaba de dar à luz a um recém-nascido. A equipe que auxiliou no parto informa que a mãe foi diagnosticada com tuberculose através de BAAR positivo, cinco dias antes do parto; tendo iniciado o tratamento com RIPE. Considerando o caso hipotético, assinale a afirmativa correta.
Alternativas

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✔ GABARITO COMENTADO:

Tema central: O foco da questão é o manejo do recém-nascido (RN) exposto à mãe com tuberculose bacilífera no puerpério imediato. Trata-se de um cenário crítico para prevenção de infecção tuberculosa em neonatos, exigindo domínio de protocolos oficiais.

Justificativa da alternativa correta (D):
A mãe recém-diagnosticada (apenas 5 dias antes do parto) e ainda nos primeiros dias de tratamento com RIPE permanece considerada bacilífera, ou seja, ainda transmite TB até, pelo menos, 15 dias de tratamento efetivo. O Ministério da Saúde orienta que o RN exposto a contato bacilífero NÃO deve ser vacinado com BCG ao nascer. Deve receber quimioprofilaxia com isoniazida (10 mg/kg/dia) por 3 meses e, após isso, fazer a prova tuberculínica (PPD).

Se a prova tuberculínica for negativa, a criança recebe então a BCG; se positiva ou houver sintomas, mantém-se investigação/tratamento de tuberculose. Durante o período de risco, a mãe deve amamentar com máscara para redução da transmissão aerógena (manual de vacinação 2024, p. 55–56).

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Considera erroneamente a mãe como não bacilífera após 5 dias de RIPE. O risco de transmissão persiste nos primeiros dias do tratamento.
  • B: Erra ao sugerir vacinação com BCG ao nascimento, o que é contraindicado para expostos a bacilíferos. O novo BAAR não altera a conduta do RN.
  • C: Correta ao contra-indicar BCG e indicar isoniazida/quimioprofilaxia, mas erra ao proibir totalmente a amamentação. A amamentação deve ser mantida com uso de máscara, conforme orientações da SBP e MS.

Estratégias de prova: Atenção na leitura dos termos "bacilífera" (presença de BAAR+) e momento adequado para vacinar com BCG. Lembre-se: o risco para o RN exposto é a doença disseminada grave, por isso a isoniazida é fundamental e a BCG só é introduzida após descartar infecção latente.

Evidências e referências:
"Recém-nascidos contatos de indivíduos bacilíferos não deverão ser vacinados ao nascer." (Manual de Vacinação, MS 2024, p. 56)
"Deverá receber quimioprofilaxia e realizar PPD após três meses." (Guia de Vigilância em Saúde, MS, 2022)

Resumo final: Mãe bacilífera amamenta com máscara; RN NÃO recebe BCG ao nascer, faz isoniazida por 3 meses e só então realiza PPD. Domine este fluxo para não errar questões semelhantes!

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A resposta correta é a alternativa D. A mãe ainda deve ser considerada bacilífera, mas pode amamentar com máscara. A criança não deve receber a vacina BCG até que os exames mostrem que ela não foi infectada. Além disso, a criança deve ser tratada com Isoniazida por três meses e, após esse período, deve ser realizada a prova tuberculínica. A máscara é necessária para evitar a transmissão da doença para o bebê através do leite materno. O tratamento com Isoniazida é importante para prevenir a infecção ou tratar a infecção precoce, caso já tenha ocorrido. A prova tuberculínica é realizada para avaliar se a criança foi infectada pelo bacilo da tuberculose.

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