Uma gestante que não realizou o pré-natal corretamente acab...
Gabarito comentado
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✔ GABARITO COMENTADO:
Tema central: O foco da questão é o manejo do recém-nascido (RN) exposto à mãe com tuberculose bacilífera no puerpério imediato. Trata-se de um cenário crítico para prevenção de infecção tuberculosa em neonatos, exigindo domínio de protocolos oficiais.
Justificativa da alternativa correta (D):
A mãe recém-diagnosticada (apenas 5 dias antes do parto) e ainda nos primeiros dias de tratamento com RIPE permanece considerada bacilífera, ou seja, ainda transmite TB até, pelo menos, 15 dias de tratamento efetivo.
O Ministério da Saúde orienta que o RN exposto a contato bacilífero NÃO deve ser vacinado com BCG ao nascer. Deve receber quimioprofilaxia com isoniazida (10 mg/kg/dia) por 3 meses e, após isso, fazer a prova tuberculínica (PPD).
Se a prova tuberculínica for negativa, a criança recebe então a BCG; se positiva ou houver sintomas, mantém-se investigação/tratamento de tuberculose. Durante o período de risco, a mãe deve amamentar com máscara para redução da transmissão aerógena (manual de vacinação 2024, p. 55–56).
Análise das alternativas incorretas:
- A: Considera erroneamente a mãe como não bacilífera após 5 dias de RIPE. O risco de transmissão persiste nos primeiros dias do tratamento.
- B: Erra ao sugerir vacinação com BCG ao nascimento, o que é contraindicado para expostos a bacilíferos. O novo BAAR não altera a conduta do RN.
- C: Correta ao contra-indicar BCG e indicar isoniazida/quimioprofilaxia, mas erra ao proibir totalmente a amamentação. A amamentação deve ser mantida com uso de máscara, conforme orientações da SBP e MS.
Estratégias de prova: Atenção na leitura dos termos "bacilífera" (presença de BAAR+) e momento adequado para vacinar com BCG. Lembre-se: o risco para o RN exposto é a doença disseminada grave, por isso a isoniazida é fundamental e a BCG só é introduzida após descartar infecção latente.
Evidências e referências:
"Recém-nascidos contatos de indivíduos bacilíferos não deverão ser vacinados ao nascer." (Manual de Vacinação, MS 2024, p. 56)
"Deverá receber quimioprofilaxia e realizar PPD após três meses." (Guia de Vigilância em Saúde, MS, 2022)
Resumo final: Mãe bacilífera amamenta com máscara; RN NÃO recebe BCG ao nascer, faz isoniazida por 3 meses e só então realiza PPD. Domine este fluxo para não errar questões semelhantes!
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