As leucemias são as neoplasias malignas mais comuns na infân...

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Q3510924 Medicina
As leucemias são as neoplasias malignas mais comuns na infância. Em relação a essas neoplasias, é correto afirmar que:
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Tema central: Leucemias na infância, especialmente a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), a neoplasia maligna mais comum em pediatria. Entender os sinais de falência medular e de infiltração extramedular é chave para resolver a questão.

Alternativa correta: E — A LLA costuma apresentar astenia (anemia), febre (neutropenia/infecção ou doença), fenômenos hemorrágicos (trombocitopenia), dor óssea (expansão medular/infiltração) e linfonodomegalias (infiltração). Esses achados refletem a substituição da medula por blastos e a infiltração em linfonodos, fígado/baço e ossos. Exames iniciais mostram anemia, plaquetopenia e leucócitos variáveis (leucocitose ou leucopenia) com blastos no sangue periférico com frequência. O diagnóstico confirma-se por mielograma com aumento de blastos (≥20% segundo OMS/WHO) e imunofenotipagem por citometria de fluxo; LDH e ácido úrico podem estar elevados, porém são inespecíficos. Referências: Harrison’s, UpToDate, Classificação OMS.

Análise das incorretas

A) “LLC é a mais comum na infância” — Falso. LLA é a mais frequente em crianças; LLC é doença de idosos e é excepcional em pediatria. (Harrison’s)

B) “Não há blastos no sangue periférico” — Falso. Em leucemias agudas, blastos periféricos são comuns, embora não obrigatórios; além disso, pode haver leucocitose ou leucopenia, não apenas padrão fixo. (UpToDate)

C) “Diagnóstico confirmado por pancitopenia, VHS e LDH elevadas” — Falso. Pancitopenia e LDH alta são achados sugestivos, mas o diagnóstico exige mielograma com blastos aumentados e imunofenotipagem; VHS não confirma leucemia. (OMS/WHO, UpToDate)

D) “LMC é sintomática desde o início e não cursa com esplenomegalia” — Falso. Em crianças, a LMC é rara; frequentemente há esplenomegalia importante e curso insidioso, podendo ser assintomática inicialmente. (Harrison’s)

Estratégia de prova: procure o conjunto “falência medular + infiltração” para LLA: fadiga/hemorragia/febre + linfonodos/dor óssea/esplenomegalia. Desconfie de enunciados que: (1) negam a presença de blastos no sangue periférico; (2) substituem mielograma/imunofenotipagem por marcadores inespecíficos (VHS/LDH); (3) invertem epidemiologia (LLC em criança) ou clínica típica (LMC sem baço aumentado).

Observação clínica: Tratamento da LLA segue protocolos padronizados (ex.: BFM/GBTLI): indução, consolidação, manutenção e profilaxia do SNC. Detalhes terapêuticos não eram exigidos aqui, mas reforçam a importância do diagnóstico correto e precoce.

Fontes: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Childhood acute lymphoblastic leukemia); WHO Classification of Tumors of Hematopoietic and Lymphoid Tissues.

Gabarito: E

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