Você está de plantão no SAMU e nesse momento encontra-se rea...
Sabendo que ela não é profissional da saúde, quais orientações a seguir devem ser fornecidas nesse momento?
Gabarito comentado
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Tema central: reconhecimento e manejo inicial da parada cardiorrespiratória (PCR) por leigo orientado por telefonista (dispatcher-assisted CPR) em ambiente público, com ênfase em compressões torácicas imediatas e uso do DEA.
Alternativa correta: E
Por que é a melhor resposta? Em PCR extra-hospitalar atendida por leigo, as diretrizes (AHA 2020/2023, ERC 2021, ILCOR) recomendam: 1) confirmar irresponsividade e ausência de respiração normal (gasping/agonal conta como anormal); 2) iniciar compressões torácicas imediatamente (RCP só com as mãos) e 3) usar o DEA o mais rápido possível, seguindo os comandos de voz do aparelho. Leigos não devem checar pulso, pois é demorado e impreciso, e a ventilação boca a boca não é exigida para não treinados. Em locais como shopping, o DEA geralmente está disponível: não se deve “esperar alguém treinado”; o próprio leigo pode usar o dispositivo com orientação do telefonista.
Raciocínio prático (passo a passo):
- Chamar ajuda/192 e colocar em viva-voz.
- Checar resposta e respiração normal por ≤10 s.
- Se não responde e não respira normalmente → compressões 100–120/min, profundidade 5–6 cm, retorno completo do tórax.
- Solicitar DEA e aplicar assim que disponível; seguir comandos (choque se indicado, retomar compressões imediatamente após).
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A – Pede checar pulso e realizar ventilação boca a boca. Para leigos, checar pulso é desencorajado e ventilação não é obrigatória; prioriza-se RCP “apenas mãos” e DEA (AHA/ILCOR).
B – Diz para aguardar alguém treinado para o DEA. Errado: o uso do DEA por leigo deve ser imediato com orientação do telefonista; esperar atrasa desfibrilação e piora prognóstico.
C – Exige confirmação de ausência de pulso e propõe boca a boca. Novamente, não se checa pulso em leigos e a ventilação não é mandatória para não treinados. Falta enfatizar o uso imediato do DEA.
D – Orienta checar pulso central e realizar ciclo 30:2. O esquema 30:2 é para socorristas treinados; para leigos, a recomendação é compressões contínuas com DEA. Além disso, checar pulso é inadequado.
Pegadinhas da prova e como evitá-las
- Pulso: se o cenário é leigo, não checar pulso. Critério é “irresponsivo + respiração anormal”.
- Ventilação: para não treinado, compressões “só com as mãos” são aceitáveis; não perca tempo com boca a boca.
- DEA: nunca “esperar” pessoa treinada. O DEA é seguro e autoexplicativo; use assim que chegar.
Referências essenciais: American Heart Association Guidelines for CPR and ECC 2020 e Atualizações 2023; European Resuscitation Council Guidelines 2021; ILCOR 2020. Todas convergem para RCP por leigo com compressões imediatas e uso precoce do DEA.
Resumo para prova: Leigo + colapso súbito + respiração anormal = iniciar compressões imediatamente e pedir DEA; nada de checar pulso nem aguardar treinado.
Gabarito: E
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