Um menino de 10 anos com diagnóstico de hepatite B crônica h...
Um menino de 10 anos com diagnóstico de hepatite B crônica há 5 anos apresenta episódios recorrentes de icterícia, prurito e fadiga. Os exames laboratoriais demonstram aumento das transaminases (AST e ALT), bilirrubinemia direta e indireta elevadas, tempo de protrombina normal e albuminemia normal. Indique qual o tratamento mais adequado para esta situação:
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Tratamento da hepatite B crônica em crianças. O enunciado apresenta um quadro típico de atividade inflamatória hepática em paciente pediátrico com hepatite B crônica, sendo necessária indicação de antiviral específico.
Justificativa para a alternativa correta:
A alternativa D) Entecavir é considerada a melhor escolha de tratamento antiviral nos casos de hepatite B crônica com atividade inflamatória, devido à sua elevada eficácia e baixa taxa de resistência viral, segundo diretrizes internacionais (AASLD, EASL) e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B do Ministério da Saúde. O entecavir é indicado principalmente para pacientes acima de 16 anos, porém é reconhecido como um dos antivirais mais potentes, inclusive na prática clínica para adolescentes e, em contextos excepcionais e sob supervisão, pode ser utilizado em idades menores. No contexto da questão, destaca-se pela potência e segurança maior em relação às demais opções.
Análise das alternativas incorretas:
A) Interferon alfa: Embora aprovado para uso pediátrico, apresenta muitos efeitos colaterais (ex: febre, depressão, disfunção tireoidiana) e índices de resposta duradoura menores. Segundo a SBH, deve ser reservado para casos selecionados, em crianças pequenas e sem contraindicações.
B) Lamivudina: Apesar de facilitar a adesão e ser liberada para uso pediátrico, apresenta alta taxa de resistência viral ao longo do tempo, o que limita seu uso como primeira linha.
C) Adefovir: Só é recomendado a partir de 12 anos e possui potência antiviral inferior ao entecavir, além de risco de nefrotoxicidade.
E) Transplante hepático: Indicado apenas em casos de falência hepática ou cirrose descompensada (irreversível), o que não se aplica ao paciente do caso, cujos exames mostram função hepática preservada.
Estratégias para resolução:
Fique atento ao perfil do paciente, dados de gravidade e à faixa etária das medicações. Palavras como “atividade inflamatória significativa” e ausência de falência hepática direcionam para antiviral potente e não para transplante.
Diretriz relevante:
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B do Ministério da Saúde (2022, p. 38): “O entecavir é recomendado como opção de primeira linha devido à sua alta potência antiviral e baixa resistência.”
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