A sífilis é uma IST de caráter sistêmico, curável e exclusiv...

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Q3701830 Enfermagem
A sífilis é uma IST de caráter sistêmico, curável e exclusiva do ser humano. É causada pelo Treponema pallidum a Transmissão Vertical acontece mais frequentemente intraútero, embora também possa ocorrer durante a passagem do feto pelo canal do parto, se houver a presença de lesão ativa. A probabilidade da ocorrência de sífilis congênita é influenciada pelo estágio da sífilis na mãe e pela duração da exposição fetal. Dessa forma, a transmissão é maior (em torno de 70% a 100%) quando a gestante apresenta sífilis primária ou secundária. A sífilis na gestação pode implicar consequências como aborto, natimorto, parto prematuro, morte neonatal e manifestações congênitas precoces ou tardias, sendo passível de prevenção quando a gestante infectada por sífilis é tratada adequadamente. Relacionado a esse contexto, caracterizam-se como ações de prevenção para transmissão vertical da sífilis:
I. A testagem para sífilis está preconizada na gestação na 1ª consulta de pré-natal, idealmente no 1º trimestre, no início do 3º trimestre (a partir da 28ª semana), no momento do parto ou em caso de aborto, exposição de risco e violência sexual.
II. Em gestantes positivas para sífilis fazer o tratamento adequado, que é caracterizado como feito com penicilina e finalizado pelo menos 30 dias antes do parto e resposta sorológica (queda dos títulos) e parceiro tratado concomitantemente.
III. Gestantes com sífilis podem ter parto por via vaginal, o clampeamento do cordão umbilical deve ser imediato e a amamentação suspensa.
IV. Realizar investigação para sífilis de todos os recém nascidos de mães com diagnóstico de sífilis na gestação. 
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é protocolar: são corretas as assertivas I, II e IV, e a III é incorreta porque a sífilis materna não contraindica amamentação de rotina; a restrição só ocorre na presença de lesão sifilítica ativa na mama, e o clampeamento imediato do cordão não integra medida preventiva específica da sífilis congênita.

Tema central: Sífilis na gestação
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque inclui a assertiva III. Embora a sífilis isoladamente não imponha cesariana e o parto vaginal possa ocorrer, a assertiva se torna falsa ao afirmar suspensão da amamentação como rotina e ao tratar o clampeamento imediato do cordão como medida preventiva específica. Pela base, a amamentação só deve ser evitada se houver lesão sifilítica ativa na mama.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne as medidas reconhecidas pelo Ministério da Saúde para prevenir a transmissão vertical da sífilis: testagem na primeira consulta de pré-natal, no início do terceiro trimestre, no parto ou aborto e em situações de exposição de risco; tratamento da gestante com penicilina em tempo hábil, com parceria sexual tratada concomitantemente; e avaliação/investigação de todo recém-nascido exposto à sífilis materna.
C
Errada
Está incorreta por dois motivos objetivos: exclui a assertiva I, que está de acordo com o cronograma oficial de testagem na gestação, parto/aborto e situações de risco, e mantém a assertiva III, que é falsa pelos erros sobre amamentação e clampeamento do cordão.
D
Errada
Está incorreta porque retira a assertiva II, que a questão considera correta no contexto protocolar cobrado. O núcleo do tratamento adequado, na base, é o uso de penicilina, com antecedência suficiente antes do parto e tratamento concomitante da parceria sexual.
Pegadinha da questão
A banca misturou, na assertiva III, um trecho plausível com erros decisivos: parto vaginal pode ocorrer, mas isso foi associado indevidamente à suspensão rotineira da amamentação e ao clampeamento imediato do cordão como se fossem medidas preventivas para sífilis congênita.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a pergunta for sobre prevenção da transmissão vertical da sífilis, procure o tripé protocolar: testagem seriada da gestante, tratamento materno com penicilina em tempo hábil e investigação do recém-nascido exposto.
  • Não trate amamentação como contraindicada de rotina na sífilis materna; a restrição existe se houver lesão sifilítica ativa na mama.
  • Em tratamento adequado na gestação, não basta identificar que houve prescrição: a base exige atenção ao uso de penicilina, ao tempo em relação ao parto e ao tratamento da parceria sexual.

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