Cerca de 60% das fraturas dos ossos do carpo afetam o osso ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4110679 Medicina
Cerca de 60% das fraturas dos ossos do carpo afetam o osso escafóide. O mecanismo da lesão, em geral, é uma queda com a mão espalmada.

Em relação à fratura do escafóide, é correto afirmar que 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: A semiologia clássica da fratura do escafóide é dor/sensibilidade e tumefação na tabaqueira anatômica após queda com a mão espalmada, o que sustenta a alternativa D e afasta as demais, que contrariam a radiografia inicial, a vascularização retrógrada e a consolidação lenta desse osso.

Tema central: Fratura do escafóide
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a radiografia inicial pode ser normal ou inconclusiva logo após a lesão, sobretudo em fraturas não desviadas. Portanto, não é correto afirmar que a fratura do escafóide é facilmente confirmada por radiologia imediatamente após o trauma. O erro é tratar um exame inicial de triagem como confirmação fácil em todos os casos.
B
Errada
Está errada porque o maior risco de necrose avascular ocorre no polo proximal do escafóide, não nas fraturas distais. A base anatômico-vascular decisiva é que a vascularização do escafóide é predominantemente retrógrada, tornando o segmento proximal mais vulnerável à isquemia. A alternativa inverte justamente o ponto vascular cobrado.
C
Errada
Está errada porque o tempo de imobilização não costuma ser curto. A consolidação do escafóide é frequentemente lenta e pode exigir gesso prolongado, em razão do padrão vascular e da tendência a atraso de consolidação. Portanto, a justificativa dada pela alternativa contraria o comportamento biológico típico dessa fratura.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o achado clínico clássico da fratura do escafóide é dor à palpação e/ou tumefação na tabaqueira anatômica, especialmente após o mecanismo típico de queda sobre a mão espalmada. Esse é o sinal semiológico central na suspeita inicial dessa fratura. A base ainda ressalta que, embora a descrição anatômica da tabaqueira na alternativa esteja simplificada ou imperfeita, isso não invalida o núcleo médico correto da assertiva.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões clássicas: achar que radiografia inicial normal exclui fratura do escafóide e inverter o risco de necrose avascular, atribuindo-o ao polo distal em vez do proximal.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de fratura do escafóide, priorize o achado clínico na tabaqueira anatômica como ponto semiológico decisivo.
  • Não use radiografia inicial normal como critério para excluir essa fratura.
  • Associe vascularização retrógrada do escafóide a maior risco no polo proximal.
  • Lembre que consolidação do escafóide costuma ser lenta, então imobilização curta contraria o padrão esperado.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo