Sobre a gastroenterite aguda, analise as informações a segu...
I - A gastroenterite aguda se manifesta como uma doença diarreica de início rápido que dura menos de duas semanas e pode ser acompanhada por náuseas, vômitos, febre ou dor abdominal.
II - Os achados comuns no exame físico de pacientes com gastroenterite viral aguda incluem sensibilidade abdominal difusa leve à palpação; o abdômen é mole, mas pode haver proteção voluntária. Febre também pode ocorrer em alguns pacientes.
III - A gastroenterite viral aguda geralmente é autolimitada e tratada com medidas de suporte (repleção de líquidos e nutrição irrestrita). Não há agentes antivirais específicos disponíveis.
Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):
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Tema central: Gastroenterite aguda (GEA) — diarreia de início súbito, duração < 14 dias, frequentemente viral (norovírus, rotavírus), com náuseas, vômitos, febre e dor abdominal. Manejo é predominantemente suporte.
Alternativa correta: E (I, II e III)
Justificativa dos itens:
I – Correto. Define com precisão a GEA: início rápido, duração curta (< 2 semanas) e sintomas associados como náuseas/vômitos, febre e dor abdominal. Este é o padrão descrito em Harrison’s e UpToDate.
II – Correto. No exame físico, é típico: abdome mole, dor difusa leve à palpação e eventual proteção voluntária (contratura consciente por dor). Febre pode ocorrer. Sinais de alarme (defesa involuntária/rigidez, dor localizada intensa, sangramento) sugerem causas não virais e mudam a conduta. Avalie sempre hidratação (mucosas secas, turgor, enchimento capilar).
III – Correto. GEA viral é autolimitada. Conduta: reposição hídrica (preferir SRO/VO; EV se grave), realimentação precoce (sem restrição desnecessária), antiemético se necessário (ex.: ondansetrona), e não há antivirais específicos para norovírus/rotavírus. Diretrizes OMS/Ministério da Saúde e UpToDate corroboram. Antibiótico não indicado em quadros virais não complicados.
Estratégia para interpretar: Identifique a duração curta, sintomas sistêmicos leves e exame abdominal benigno. Isso favorece etiologia viral e manejo de suporte. Atenção a “pegadinhas”: restrição alimentar e uso rotineiro de antibiótico/antiviral não são recomendados.
Diagnóstico e exames: É clínico. Exames de fezes são reservados para febre alta persistente, disenteria, desidratação moderada-grave, imunossupressão ou surtos. Hemograma e eletrólitos apenas se grave.
Tratamento de escolha (resumo): SRO/VO, dieta habitual/hipocalórica ajustada à tolerância, ondansetrona se vômitos; zinco em crianças; probióticos podem reduzir duração em alguns casos (evidência variável). Evitar loperamida em disenteria/febre alta.
Análise das alternativas incorretas:
A (I apenas): Errada, pois desconsidera os achados típicos do exame físico (II) e o manejo de suporte sem antivirais (III).
B (I e II apenas): Errada, omite o princípio terapêutico essencial (III) de suporte e ausência de antivirais específicos.
C (I e III apenas): Errada, ignora os achados físicos clássicos e benignos na GEA viral (II).
D (II e III apenas): Errada, exclui a definição clínica e temporal fundamental (I).
Referências rápidas: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Acute viral gastroenteritis in adults/children); OMS e Ministério da Saúde – manejo da diarreia aguda.
Dica de prova: “Abdome mole + dor difusa leve + duração < 14 dias + vômitos” → pense em viral e trate com hidratação e realimentação precoce.
Gabarito: E.
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