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Q781475 Medicina
Um paciente de quarenta e cinco anos de idade, bancário, com histórico de hipertensão — em uso irregular de medicação —, tabagista — 40 maços/ano — e dislipidêmico foi levado ao pronto-socorro por apresentar dor torácica com irradiação para a região cervical e sudorese profusa. O tempo do início da dor até a chegada ao pronto-socorro foi de, aproximadamente, quarenta e cinco minutos. Ao ser admitido, o paciente apresentava pressão arterial indetectável, cianose difusa, ausência de pulso à palpação carotídea e estava arresponsivo.
Acerca desse caso clínico, julgue o item a seguir. 

A sequência correta para o tratamento desse paciente inclui intubação orotraqueal — seguida de aquisição de acesso venoso calibroso —, massagem cardíaca na proporção de trinta compressões torácicas para duas ventilações, com infusão de adrenalina 1 mg associada a atropina 1 mg administrada a cada três a cinco minutos. 
Alternativas

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Gabarito: E (Errado)

Tema central: O caso descreve um paciente em parada cardiorrespiratória (PCR) clássica, com fatores de risco cardiovascular (HAS, tabagismo e dislipidemia). Nessas situações, saber o manejo correto da ressuscitação cardiopulmonar (RCP) é fundamental para o bom desempenho em provas e na prática clínica.

Justificativa: Segundo as Diretrizes da American Heart Association (AHA), o algoritmo atual de Suporte Avançado de Vida Cardiovascular (ACLS) NÃO recomenda mais o uso de atropina durante a PCR, especialmente nos ritmos não chocáveis (assistolia e atividade elétrica sem pulso – AESP). O trecho das diretrizes deixa claro: “O uso rotineiro de atropina durante PEA ou assistolia não demonstrou benefício terapêutico e foi removido das diretrizes” (AHA, ACLS 2025).

Análise das etapas corretas na PCR:

  • Comprimir imediatamente o tórax com compressões torácicas de alta qualidade (30 compressões para 2 ventilações se houver apenas 1 socorrista), mantendo frequência e profundidade adequadas.
  • Assegurar via aérea (intubação) e acesso venoso calibroso sem interromper compressões.
  • Administrar adrenalina 1 mg IV a cada 3-5 min, conforme necessidade.
  • Aplicar desfibrilação somente se o ritmo for chocável (FV/TVS).

Por que a alternativa está errada? O erro está em incluir a atropina como parte do tratamento. Ela só tem uso indicado para bradicardia sintomática fora do contexto de parada cardíaca, não para assistolia ou AESP.

Dica de prova: Situações clínicas que envolvam PCR pedem atenção para detalhes da sequência de manejo atualizada. Fique atento a pegadinhas envolvendo medicamentos antigos: se aparecer atropina em contexto de PCR (exceto na bradicardia com pulso), essa opção provavelmente está errada!

Fundamentação: Essa orientação está presente também nos principais manuais, como Harrison’s Principles of Internal Medicine e os Protocolos do Ministério da Saúde para parada cardiorrespiratória.

Resumo: A conduta proposta está INCORRETA porque a atropina não deve ser utilizada em PCR sem pulso (assistolia/AESP) conforme as diretrizes mais atuais. Foque em compressões torácicas contínuas, adrenalina e manobras de suporte avançado.

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Comentários

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Errado.  Mas creio qie caberia recurso por usar o termo errado (massagem). Correto é compressão torácica. So se pode cobrar algo do candidato se a questao for bem feita.

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