Um lactente de 9 meses, com fácies sindrômica, assintomático...
Nesse caso, o médico deve:
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda a abordagem inicial do lactente com sopro cardíaco e fácies sindrômica. O reconhecimento, indicação e conduta frente ao sopro cardíaco em pediatria exigem atenção a sinais de possível cardiopatia estrutural.
Justificativa da alternativa correta (B):
A presença de fácies sindrômica está fortemente associada ao maior risco de cardiopatias congênitas, mesmo que a criança esteja assintomática e os achados do exame físico não sejam, isoladamente, alarmantes.
Segundo o Documento Científico da Sociedade Brasileira de Pediatria: “A avaliação diagnóstica adequada requer anamnese detalhada e exame físico minucioso. Crianças com características sindrômicas devem ser sempre encaminhadas para avaliação especializada, devido ao risco elevado de cardiopatia.”
Portanto, encaminhar para o cardiopediatra é a conduta mais correta e segura, evitando atraso no diagnóstico de anomalias cardíacas que podem se manifestar de forma insidiosa.
Análise das alternativas incorretas:
A) Internar a criança para realização de exames: Inadequado, pois não há sinais ou sintomas de instabilidade clínica. Internação é reservada para casos graves ou sintomáticos.
C) Iniciar medicação cardiológica (furosemida e captopril): Não existe indicação de tratamento medicamentoso sem diagnóstico definido e ausência de sinais de insuficiência cardíaca. O uso desnecessário de medicação pode ser prejudicial.
D) Solicitar teste de oximetria de pulso: O teste tem utilidade na triagem neonatal, principalmente na primeira semana, e não para crianças maiores/assintomáticas com sopros incidentais.
E) Considerar o achado como funcional, sem necessidade de encaminhamento: Embora o sopro possa ser inocente pelas características descritas, a presença de fácies sindrômica é um marcador de risco elevado. As diretrizes e protocolos preconizam o encaminhamento sempre nesse contexto.
Estratégia para provas: Fique atento a detalhes do caso: sinais sindrômicos, idade e ausência de sintomas mudam a conduta. Sempre siga as diretrizes e desconfie de alternativas que minimizem riscos nestes perfis!
Referência: Protocolo da SBP sobre avaliação do sopro cardíaco (2023); UpToDate: “Murmurs in children: When to refer”.
Resumo: Encaminhar ao cardiopediatra é imprescindível diante de fatores de risco como fácies sindrômica e presença de sopro, mesmo que o paciente esteja assintomático.
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