Em uma paciente feminina de 28 anos, previamente saudável, ...
Gabarito comentado
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Tema central: manejo de taquicardia supraventricular (TSV) em mulher jovem, sintomática, sem cardiopatia estrutural significativa ao ecocardiograma.
Alternativa correta: B – Manobras vagais como abordagem inicial e, se recorrente, considerar ablação por cateter.
Justificativa clínica: O Holter confirmou TSV, com sintomas (palpitações, dispneia, tontura). O eco mostra apenas leve espessamento mitral, sem repercussão funcional, nem trombos ou hipertensão pulmonar — ou seja, sem contraindicações às condutas padrão para TSV. Diretrizes atuais recomendam: 1) Interrupção aguda com manobras vagais e, em ambiente médico, adenosina para taquicardia regular de QRS estreito; 2) Para episódios recorrentes e sintomáticos, a ablação por cateter é terapia de escolha/definitiva na maioria das TSV por reentrada (AVNRT/AVRT), com altas taxas de cura e baixo risco de complicações (ESC 2019; ACC/AHA/HRS 2015; UpToDate).
Estratégia de prova: foque no problema predominante (TSV sintomática) e reconheça as “pegadinhas”: história familiar de doença reumática ≠ indicação de profilaxia; espessamento valvar discreto ≠ doença reumática significativa; ausência de FA/trombo ≠ anticoagulação.
Análise das alternativas incorretas
A) Varfarina: Anticoagulação é indicada em fibrilação atrial/flutter, trombo intracardíaco ou estenose mitral reumática com FA. Nesta paciente, há TSV, eco sem trombo e sem FA. Anticoagular traria risco sem benefício comprovado (ESC FA 2020; ACC/AHA 2019).
C) Penicilina benzatina (profilaxia secundária): É indicada apenas para quem teve febre reumática prévia ou doença reumática estabelecida. Histórico familiar isolado não é indicação. O eco não mostra comprometimento reumático significativo. (OMS/WHO; Diretrizes MS/SBC de Febre Reumática).
D) Flecainida (classe IC): Pode ser opção em TSV sem cardiopatia estrutural, porém não é primeira linha para abordagem inicial; exige cautela (risco de proarritmia, necessidade de avaliação de via acessória/QRS). Para sintomas recorrentes, a ablação é preferida por ser curativa e mais segura no longo prazo (ESC 2019; UpToDate).
E) Cirurgia valvar: Inadequada. Não há estenose/regurgitação significativa, sintomas valvares ou repercussão hemodinâmica. Cirurgia não se indica por “risco de progressão” isolado (Diretrizes valvares ESC/ACC/AHA).
Referências essenciais: ESC Guidelines for Supraventricular Tachycardia (2019); ACC/AHA/HRS Guideline for SVT (2015); UpToDate: Supraventricular tachycardia in adults; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: B
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