Paciente do sexo masculino, 65 anos, com histórico de diabe...
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Tema central: A questão aborda choque cardiogênico no contexto de infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSST). O reconhecimento precoce e o manejo imediato do choque são cruciais para evitar falência orgânica e óbito.
Justificativa da alternativa correta (D):
O paciente apresenta instabilidade hemodinâmica grave (hipotensão, taquicardia, congestão pulmonar, ingurgitamento jugular e fração de ejeção reduzida), evidências típicas de choque cardiogênico secundário a IAMCSST. De acordo com a IV Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia e o UpToDate, nessas situações, a imediata administração de inotrópicos positivos (ex: dobutamina) e, se não contraindicado, vasodilatadores é a estratégia inicial indicada para melhorar o débito cardíaco e restabelecer a perfusão dos órgãos vitais.
Na Tabela 33 da IV Diretriz SBC (2009): “choque cardiogênico que não reverte rapidamente com medicamentos” é indicação formal para estabilização medicamentosa e suporte avançado.
Comentário sobre as alternativas incorretas:
A) Tiazídicos não têm papel em situações de hipotensão ou choque. Podem, inclusive, agravar a hipovolemia e a instabilidade.
B) Angioplastia primária é crucial no IAMCSST, mas na emergência, o paciente deve ser primeiramente estabilizado se estiver em choque, com suporte farmacológico e medidas de salvamento. A abordagem invasiva será feita assim que possível após estabilização inicial.
C) Betabloqueadores são contraindicados em choque cardiogênico, pois podem agravar a depressão da contratilidade miocárdica.
E) O uso isolado de anticoagulantes não trata o choque. Anticoagulação pode ser necessária na presença de trombos, mas não é abordagem de estabilização inicial.
Estratégias de prova e detalhes:
Fique atento a palavras-chave como “instabilidade hemodinâmica”, “pressão arterial baixa”, “sinais de congestão” e “função ventricular deprimida”. Situações de gravidade exigem intervenção rápida para restaurar a circulação. Pegadinhas comuns envolvem ofertar tratamentos indicados em outros contextos, mas não em choque (como diuréticos, betabloqueadores ou anticoagulantes isoladamente).
Obra de referência: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed., seção de insuficiência cardíaca aguda e choque cardiogênico.
Resumo: Em choque cardiogênico pós-IAM, a estabilização com inotrópicos e vasodilatadores é fundamental. Revascularização é essencial, mas sempre após suporte hemodinâmico inicial.
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