Com base nesse caso clínico, julgue o item a seguir. A condu...

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Q781453 Medicina
  Uma mulher de vinte e oito anos de idade, sem comorbidades prévias, procurou atendimento médico por apresentar dor lombar, associada a disúria e a polaciúria. Ela relatou que os sintomas perduram desde as últimas quarenta e oito horas. Na avaliação clínica, a paciente apresentou-se taquipneica, com frequência respiratória igual a 28 irpm; saturação periférica de O₂ de 97% em ar ambiente; frequência cardíaca igual a 116 bpm; pressão arterial igual a 85 mmHg × 65 mmHg; febril com temperatura axilar de 38,3 ºC; dor a punhopercussão lombar direita. Os resultados dos exames laboratoriais mostraram hemoglobina = 10,8 g/dL; hematócrito = 35,8%;leucócitos = 18.500, sendo bastonetes = 10%, mielócitos = 4%,metamielócitos = 2%, segmentados = 84%; ureia = 44 mg/dL;creatinina = 1,6 mg/dL; Na+ = 144 mEq/L; K+ = 4,4 mEq/L;Cl = 103 mEq/L; lactato = 30,0 mmol/L; EAS com d = 1.030;pH = 5,5 (urina aspecto turvo); hemácias +++, leucócitos = 80 p/c;flora bacteriana +++; e nitrito positivo. A gasometria arterial mostrou pH = 7,28, pO₂ = 101 mmHg; HCO₃! = 17,pCO₂ = 28 mmHg, BE = !7 e Sat = 96%.
Com base nesse caso clínico, julgue o item a seguir.

A conduta correta para o caso clínico em tela é submeter a paciente a antibioticoterapia enteral com internação hospitalar, pois trata-se de um caso de choque séptico.
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Para abordar a questão proposta, é importante compreender o quadro clínico apresentado pela paciente. Trata-se de uma mulher jovem, de 28 anos, sem comorbidades, que apresenta sintomas clássicos de infecção do trato urinário superior (pielonefrite), como dor lombar, disúria e polaciúria. A dor à punho-percussão lombar direita reforça essa hipótese. Além disso, os exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda e nitrito positivo no EAS, indicando bacteriúria por bacilos Gram-negativos.

A gasometria revela acidose metabólica com compensação respiratória, evidenciada pelo pH de 7,28, HCO₃- de 17 e pCO₂ de 28 mmHg. A paciente apresenta um lactato elevado (30 mmol/L), sugerindo hipoperfusão tecidual, mas a pressão arterial está baixa (85/65 mmHg), sugerindo hipotensão que poderia corresponder a um quadro de sepse.

Para definir se é um choque séptico, conforme a definição do Sepsis-3, a paciente deveria apresentar hipotensão persistente que requer uso de vasopressores para elevar a pressão arterial, além de um lactato acima de 2 mmol/L após adequada reposição volêmica. O enunciado não menciona tentativa de reposição volêmica prévia.

A conduta adequada neste caso seria iniciar antibioticoterapia intravenosa devido à gravidade do quadro (suspeita de pielonefrite e possível sepse), juntamente com reposição volêmica agressiva para tratar a hipotensão. A administração enteral de antibióticos não é a escolha inicial adequada em casos de suspeita de sepse ou pielonefrite complicada.

Portanto, a afirmativa de que a conduta correta é submeter a paciente a antibioticoterapia enteral com internação hospitalar está errada. O manejo deve ser intravenoso para garantir rápida concentração do antibiótico e resposta clínica eficaz.

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A questão refere-se à análise de um caso clínico de uma mulher de 28 anos com sintomas de infecção do trato urinário com sinais de progressão sistêmica. A avaliação clínica e os exames laboratoriais sugerem um quadro de sepse, caracterizado por taquicardia, febre, leucocitose com desvio à esquerda, alteração da função renal, além de sinais de hipoperfusão tecidual, como a ligeira hipotensão e a elevação do lactato. No entanto, a afirmação de que a paciente deve ser submetida a antibioticoterapia enteral com internação hospitalar, pois trata-se de um caso de choque séptico, está errada. A paciente está claramente doente e possivelmente séptica, mas não há sinais evidentes de choque séptico neste momento, que incluiria hipotensão persistente após a reposição de fluidos e sinais de disfunção de órgãos. Portanto, a paciente pode necessitar de hospitalização para monitorização e tratamento, mas não necessariamente para o manejo de choque séptico. Além disso, a via de administração do antibiótico (enteral ou parenteral) vai depender da avaliação clínica da paciente, incluindo avaliação da absorção intestinal, condição clínica e gravidade da infecção.

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