Leia o caso a seguir. Paciente do sexo masculino, 55 anos, ...

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Q3878552 Fisioterapia
Leia o caso a seguir.

Paciente do sexo masculino, 55 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca crônica classe funcional II (NYHA), é encaminhado para programa de reabilitação cardíaca. A avaliação inicial revela dispneia aos pequenos esforços, fadiga limitante e fração de ejeção de 38%. O fisioterapeuta prescreve programa de exercícios aeróbicos progressivos de intensidade moderada.

O mecanismo fisiológico que explica a melhora da capacidade funcional com o treinamento neste paciente é 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em insuficiência cardíaca crônica estável, com fração de ejeção reduzida e programa de exercício aeróbico moderado, a melhora da capacidade funcional decorre de adaptações centrais e periféricas: maior eficiência cardíaca, melhor resposta do débito cardíaco ao esforço e maior extração/utilização periférica de oxigênio, conforme a fisiologia do exercício e o princípio de Fick. Isso corresponde à alternativa B.

Tema central: Reabilitação cardíaca na insuficiência cardíaca
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve aumento da frequência cardíaca de repouso e redução do volume sistólico, que são opostos ao padrão benéfico esperado com treinamento aeróbico. O condicionamento tende a reduzir a resposta simpática excessiva, tornar a frequência cardíaca de repouso mais baixa ou mais eficiente e melhorar o desempenho sistólico funcional.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve os mecanismos que explicam a melhora funcional nesse cenário: o treinamento aeróbico regular melhora a eficiência do sistema cardiovascular, favorece melhor resposta hemodinâmica ao exercício e aumenta a capacidade da musculatura esquelética de extrair e utilizar oxigênio. Pelo princípio de Fick, a capacidade funcional melhora quando há melhor débito cardíaco no esforço e/ou maior diferença arteriovenosa de oxigênio; a alternativa contempla esses dois componentes.
C
Errada
Está errada porque redução de pré-carga com diminuição do retorno venoso não é o mecanismo que explica ganho de capacidade funcional com reabilitação cardíaca. Isoladamente, menor retorno venoso pode reduzir enchimento ventricular e limitar débito cardíaco. A melhora funcional decorre de adaptação cardiovascular integrada e de melhora periférica muscular.
D
Errada
Está errada porque o treinamento aeróbico não melhora a capacidade funcional por aumento da resistência vascular periférica. O esperado é melhora da função endotelial e menor vasoconstrição periférica, favorecendo perfusão muscular. Além disso, redistribuição de fluxo para musculatura respiratória não é o mecanismo central que explica o benefício funcional nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre mecanismos compensatórios da insuficiência cardíaca ou parâmetros isolados de repouso e o verdadeiro mecanismo da melhora funcional com treinamento, que depende de adaptações centrais e periféricas ao exercício.
Dica para questões semelhantes
  • Em reabilitação cardíaca, procure a alternativa que combine adaptação cardiovascular e adaptação periférica muscular, não um único parâmetro hemodinâmico isolado.
  • Use o princípio de Fick: melhora da capacidade funcional vem de melhor débito cardíaco ao esforço e/ou maior extração periférica de oxigênio.
  • Desconfie de alternativas que tragam aumento da frequência cardíaca de repouso, redução do volume sistólico ou aumento da resistência vascular periférica como efeitos benéficos do treinamento.
  • Não confunda medidas que podem aliviar carga hemodinâmica em outros contextos com o mecanismo fisiológico do ganho de condicionamento.

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