Leia o caso a seguir. Paciente do sexo masculino, 68 anos, ...

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Q3878551 Fisioterapia
Leia o caso a seguir.

Paciente do sexo masculino, 68 anos, internado em UTI no primeiro dia de pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio, encontra-se sedado (RASS -3) e em ventilação mecânica invasiva. Durante a avaliação fisioterapêutica, observa-se diminuição da expansibilidade torácica à direita, acúmulo de secreções e risco de atelectasia.

A técnica propedêutica e o recurso terapêutico indicados para avaliar e tratar essa condição são, respectivamente,
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em paciente no pós-operatório de revascularização do miocárdio, sedado, em ventilação mecânica invasiva, com secreção retida, redução da expansibilidade torácica unilateral e risco de atelectasia, a conduta correta é escolher uma semiologia respiratória útil ao leito para identificar ruídos adventícios e hipoventilação regional, além de um recurso terapêutico que trate a retenção de secreções e previna/reverta o colapso alveolar; isso aponta para ausculta pulmonar associada a manobras de higiene brônquica e mobilização precoce.

Tema central: Fisioterapia respiratória na UTI
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A combina o par que melhor responde ao quadro clínico. A ausculta pulmonar é o exame propedêutico mais útil nesse cenário porque permite identificar ruídos adventícios, redução do murmúrio vesicular e assimetria ventilatória em paciente sedado e intubado. No tratamento, as manobras de higiene brônquica têm indicação direta diante do acúmulo de secreções, e a mobilização precoce, quando clinicamente viável, complementa a estratégia por contribuir para melhora da ventilação, prevenção de complicações pulmonares e preservação funcional no ambiente de UTI. Esse conjunto é coerente com a fisiopatologia da atelectasia pós-operatória, em que hipoventilação regional, imobilidade e secreção retida favorecem colapso alveolar.
B
Errada
O erro está nos dois componentes. O frêmito toracovocal perde aplicabilidade em paciente sedado e intubado, porque depende de emissão vocal e transmissão adequada da voz, portanto não é a propedêutica mais útil para esse contexto. Além disso, decúbito lateral sobre o lado afetado não é a estratégia preferida para secreção/atelectasia unilateral e pode não favorecer a relação ventilação-perfusão nem a oxigenação.
C
Errada
A percussão proposta procura hipersonoridade, mas o quadro descrito aponta para redução de aeração por hipoventilação regional, secreção retida e risco de atelectasia, não para processo predominantemente hiperaerado. No tratamento, aspiração traqueal isolada é insuficiente, porque pode remover secreção central, mas não substitui uma abordagem fisioterapêutica mais ampla para depuração brônquica e prevenção/tratamento da atelectasia.
D
Errada
A inspeção dinâmica do padrão respiratório é útil, mas não é o método mais específico para o problema principal da questão, que é retenção de secreções com risco de atelectasia; a ausculta oferece correlação mais direta com ruídos adventícios e redução da ventilação regional. Já o aumento de parâmetros ventilatórios sem fisioterapia motora não aborda diretamente a secreção retida e desloca a conduta para ajuste ventilatório, sem tratar adequadamente o alvo fisioterapêutico do caso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer exame respiratório e o exame mais útil naquele contexto: frêmito toracovocal parece semiologia válida, mas perde valor em paciente sedado e intubado; além disso, aspiração traqueal isolada e ajuste ventilatório podem parecer suficientes, mas não substituem uma estratégia fisioterapêutica que trate secreção e risco de atelectasia.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente sedado e em ventilação mecânica com suspeita de secreção retida e hipoventilação regional, priorize a ausculta pulmonar como semiologia de beira-leito mais útil.
  • Quando o enunciado trouxer secreção associada a risco de atelectasia, procure alternativas que combinem depuração brônquica com medidas de prevenção de complicações pulmonares, e não condutas isoladas.
  • Frêmito toracovocal não costuma ser a melhor escolha em paciente intubado e sedado, porque depende de fonação e transmissão vocal.
  • Aspiração traqueal isolada remove secreção central, mas não resolve sozinha toda a fisiopatologia da atelectasia pós-operatória.

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