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Q3456063 Odontologia
Um cirurgião dentista encaminha para laboratório uma prótese total superior quebrada ao meio, para reparo. Frente a essa situação, qual a técnica deve ser utilizada visando minimizar o tempo que o paciente ficará sem a prótese e o aumento da resistência mecânica da peça após o reparo?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: reparo de prótese total superior fraturada, buscando rapidez e maior resistência mecânica após o conserto.

Alternativa correta: C — Reparo com reforço usando fio metálico.

Justificativa: Em fraturas na linha média de próteses totais, o reparo com fio metálico (aço inox) embutido na resina acrílica de reparo aumenta a resistência flexural e reduz a chance de refratura, sem exigir grande tempo de laboratório. A técnica pode ser realizada de forma rápida (consulta + laboratório curto) com resina autopolimerizável e pressão/água morna para polimerização. Estudos mostram que o reforço metálico ou com fibras eleva a resistência acima do reparo somente com resina (Vallittu, J Prosthet Dent; Anusavice – Phillips’ Science of Dental Materials; Boucher’s Prosthodontic Treatment for Edentulous Patients).

Estratégia de prova: note os dois critérios-chave do enunciado — minimizar tempo e aumentar resistência. Entre as opções, somente o reforço entrega ambos.

Resumo da técnica (prática): estabilizar a fratura, confeccionar chanfro em “V” ou bisel (≈1,5–2 mm), umectar com metilmetacrilato, adaptar fio metálico (0,9–1,2 mm) atravessando a linha de fratura, inserir resina autopolimerizável e polimerizar em panela de pressão. Acabamento e polimento finais.

Por que as demais alternativas não são as melhores?

  • A — Reparo adesivo com metilmetacrilato: o monômero (MMA) melhora a adesão química entre a base e a resina de reparo, mas sozinho não restaura a resistência original. Sem reforço, a união permanece frágil, com maior risco de nova fratura (Anusavice; Jagger & Harrison).
  • B — Reparo com resina acrílica: é rápido, porém a resistência costuma ficar em torno de 55–75% da original quando feito apenas com resina autopolimerizável. Melhor do que nada, mas inferior ao reparo com reforço (Boucher; Craig’s Restorative Dental Materials). Se termoativada, a resistência melhora, mas aumenta o tempo.
  • D — Duplicar a prótese e substituir a base: técnica indireta demorada (duplicação, processamento, ajustes). Pode ser útil quando há falhas extensas de base, mas não atende ao critério de menor tempo sem a prótese.
  • E — Confecção de nova prótese total: indicada quando há desgaste oclusal severo, perda de dimensão vertical ou adaptação inadequada. Contudo, é o caminho mais demorado e não corresponde ao objetivo de reparo rápido.

Referências essenciais: Boucher’s Prosthodontic Treatment for Edentulous Patients; Phillips’ Science of Dental Materials (Anusavice); Craig’s Restorative Dental Materials; Vallittu PK, J Prosthet Dent – reforço metálico e por fibras em PMMA.

Dica extra: em provas, associe “reparo + durabilidade” a reforço (fio ou fibras); associe “reparo muito rápido” a resina autopolimerizável, mas lembre que sem reforço a resistência é menor.

Gabarito: C

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