Qual técnica de reembasamento, que é realizada apenas em la...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3456062 Odontologia
Qual técnica de reembasamento, que é realizada apenas em laboratório de prótese, deve ser utilizada na presença de porosidade excessiva em toda prótese e quando for identificada falta de material após a sua desinclusão?
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: reembasamento/reembasagem de próteses totais e parciais — escolha da técnica conforme a integridade da base acrílica e o local de execução (consultório vs laboratório).

Alternativa correta: D — Definitivo por substituição

Quando há porosidade excessiva em toda a prótese e falta de material após a desinclusão, a base acrílica está estruturalmente comprometida. Nesses cenários, o procedimento indicado é o reembasamento definitivo por substituição (também chamado rebase): remove-se praticamente toda a resina da base e ela é substituída por resina termopolimerizável nova em laboratório, preservando-se o arranjo dos dentes e a oclusão. É um procedimento exclusivamente laboratorial e definitivo, ideal para corrigir defeitos extensos como porosidades generalizadas e deficiências de material que não podem ser corrigidas por simples adição. Referências: Boucher – Prosthodontic Treatment for Edentulous Patients; Phillips – Science of Dental Materials.

Por que as demais estão incorretas?

A — Temporário por adição: consiste em soft reline (condicionadores de tecido) feito à cadeira para adaptação transitória (tecidos inflamados, pós-cirúrgico). Não resolve falhas estruturais nem é exclusivamente laboratorial.

B — Temporário por subtração: envolve alívio/seletiva remoção de material e posterior adição temporária. Continua sendo provisório e não indicado para porosidade difusa ou falta de material após desinclusão.

C — Definitivo por adição: reembasamento duro acrescentando resina à face interna da base. Indicado quando a base está íntegra, mas perdeu adaptação por reabsorção da crista. Em caso de base comprometida por porosidade/defeito volumétrico, a adição não corrige a falha e pode perpetuar fragilidade.

E — Definitivo por subtração: remove-se parte da base e recompõe-se o volume, mas mantém-se grande parte da resina antiga. Não é indicado quando a base inteira está defeituosa; há risco de manter áreas porosas e fracas.

Estratégia para a prova: identifique “exclusivo de laboratório” + “porosidade generalizada” + “falta de material” como sinais de que a base deve ser trocada (rebase = definitivo por substituição). Se o problema é só adaptação com base íntegra, pense em definitivo por adição. Se os tecidos estão instáveis/inflamados, opte por temporário.

Fundamentação técnica: Porosidade extensa decorre de erros de processamento (proporção pó/líquido, temperatura/ciclagem de cura) e fragiliza a base; a falta de material após a desinclusão indica empacotamento insuficiente — ambos exigem substituição completa da base com resina termopolimerizável para restabelecer rigidez, higiene e longevidade (Boucher; Phillips).

Gabarito: D — Definitivo por substituição.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo