Na confecção de uma placa de mordida rígida, quantos milíme...

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Q3456059 Odontologia
Na confecção de uma placa de mordida rígida, quantos milímetros, além do bordo gengival dos dentes para a porção palatina do arco, a placa deve se estender?
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Tema central: extensão da placa de mordida rígida (tipo Michigan) na porção palatina do arco. O objetivo é garantir rigidez, estabilidade e conforto, sem comprometer a saúde periodontal e a fonação.

Alternativa correta: 10–12 mm (C)
Essa extensão palatina, medida além do bordo gengival, fornece área basal suficiente para resistir à flexão e distribuir forças de oclusão, melhora a retenção e evita fraturas do acrílico. Também mantém distância segura das margens gengivais, favorecendo higiene e conforto. Extensões nessa faixa são consagradas em manuais de Prótese e Oclusão Clínica para placas rígidas maxilares, sobretudo em palatos médios a profundos (Okeson – Management of Temporomandibular Disorders and Occlusion; Dawson – Functional Occlusion; AAOP Guidelines).

Raciocínio clínico: placas rígidas precisam de base ampla para não deformar sob carga e manter contatos oclusais estáveis. Extensão insuficiente reduz rigidez e retenção; sobreextensão invade o espaço lingual, dificulta fonação (“s”, “t”), higiene e pode induzir náusea. O contorno deve ser suave, respeitar freios e rugas palatinas, com arestas polidas.

Por que as demais estão incorretas?
A) 0–5 mm: subextensão. Base muito curta → menor resistência à flexão, retenção precária e maior risco de fratura do acrílico. Pode perder estabilidade em movimentos excursivos.
B) 8–10 mm: é um valor limítrofe que pode servir em palatos muito rasos, mas abaixo do padrão para a maioria dos casos. Compromete rigidez e perenidade do dispositivo.
D) 15–20 mm: sobreextensão. Invade o palato duro em excesso, reduz espaço lingual, piora fonação, aumenta retenção de placa bacteriana e risco de desconforto/náusea.
E) 17–22 mm: ainda mais exagerado, com os mesmos problemas de D, potencialmente causando trauma de mucosa e baixa adesão do paciente.

Dica de prova (pegadinha): não confunda extensão palatina com espessura oclusal (geralmente 2–3 mm para contatos estáveis) nem com placas resilientes. Atenção à palavra “palatina”: trata-se da altura/alcance do acrílico no palato, não da borda vestibular.

Referências essenciais: Okeson, Management of Temporomandibular Disorders and Occlusion, 8ª ed.; Dawson, Functional Occlusion; American Academy of Orofacial Pain (AAOP). Esses textos sustentam a necessidade de base ampla e contornos que otimizem rigidez e conforto, situando a extensão palatina típica na faixa de 10–12 mm.

Gabarito: C

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