Assinale a alternativa correta com relação ao hipogonadismo ...
Gabarito comentado
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Tema central: O tema abordado é o hipogonadismo masculino, condição clínica caracterizada pela produção insuficiente de testosterona pelos testículos, levando a manifestações como diminuição da libido, fadiga, redução de massa muscular e infertilidade. O manejo diagnóstico e terapêutico depende do entendimento da fisiologia da testosterona e suas frações.
Comentário da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta ao afirmar que apenas 1% a 4% da testosterona circulante está na forma livre. Esta fração é a biologicamente ativa, pois não está ligada a proteínas plasmáticas e, portanto, é capaz de interagir diretamente com os receptores androgênicos nos tecidos-alvo. Segundo o protocolo da Associação Médica Brasileira (AMB, 2017): “A testosterona circula no sangue na quase sua totalidade ligada a proteínas séricas; somente 1% a 2% da testosterona sérica é livre de ligação proteica”. Assim, a informação está sustentada por diretrizes científicas e clínicas reconhecidas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Os níveis de testosterona tanto total quanto livre elevam-se logo nos primeiros dias de uso do gel, não apenas a partir do décimo dia. Essa diferença de tempo pode ser uma “pegadinha” comum em provas, exigindo atenção ao detalhe temporal.
C) O hematócrito basal elevado, acima de 50% (e não 40%), é que representa contraindicação relativa para início da reposição devido ao risco de eritrocitose. Segundo recomendações clínicas, valores até 50% requerem monitoração cautelosa, não proibição absoluta.
D) O undecilato de testosterona não é opção ideal para quem deseja preservar fertilidade, pois a reposição exógena inibe a espermatogênese. Nestes casos, terapias como gonadotrofina coriônica ou clomifeno são preferíveis.
E) As formulações de cipionato de testosterona ou a combinação de ésteres têm ação intermediária (aplicações de 2–4 semanas), enquanto o undecilato tem ação verdadeiramente “longa” (intervalos de 10–14 semanas).
Estratégias e dicas: Fique atento aos detalhes quantitativos (porcentagens, intervalos, valores de referência) e evite confundir opções de tratamento quando o objetivo é preservação da fertilidade. Consulte sempre protocolos nacionais, como os da AMB, para embasar decisões.
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