Mulher de 70 anos, aposentada, relata fratura na vigência d...
Qual a conduta terapêutica adequada a esse caso?
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Tema central: A questão refere-se ao tratamento da osteoporose grave em mulher idosa pós-menopausa, com falha terapêutica ao bifosfonato (risedronato), evidenciada por fratura e densitometria com T-score < -2,5 DP. O objetivo é conduzir uma terapêutica capaz de reduzir risco de novas fraturas e manter o ganho ósseo obtido.
Justificativa da alternativa correta (E):
O romosozumabe é um anticorpo monoclonal que inibe a esclerostina, com duplo efeito: aumenta a formação óssea e reduz a reabsorção óssea. É indicado para mulheres na pós-menopausa com osteoporose grave e falha terapêutica, como no caso apresentado.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Osteoporose grave do Ministério da Saúde, “o tratamento com romosozumabe deve ser realizado por 12 meses, sendo imprescindível na sequência a introdução de um antirreabsortivo (denosumabe ou bisfosfonato) para manter o ganho de massa óssea e prevenir novas fraturas”.
Clinical trials como os estudos FRAME e ARCH reforçam essa sequência terapêutica: uso anual de romosozumabe seguido de antirreabsortivo para manutenção do efeito protetivo sobre o osso.
Comentando as alternativas incorretas:
A) INCORRETA. Traz conceito errado: Romosozumabe não é antiosteocalcina, mas sim anti-esclerostina. Descreve inadequadamente o mecanismo de ação do medicamento.
B) INCORRETA. O tempo máximo recomendado para o uso de romosozumabe estabelecido nas diretrizes é 12 meses, não dois anos. Prolongar o uso não está autorizado por limitações de segurança e eficácia comprovada.
C) INCORRETA. Teriparatida é alternativa anabólica, utilizada por até 2 anos; seu uso por 3 anos foge das recomendações e há maior consenso pelo uso de romosozumabe em casos de falha aos bifosfonatos.
D) INCORRETA. Não há benefício comprovado na associação de denosumabe + ácido zoledrônico e não se recomenda tal combinação nem uso por 6 anos sem alternância ou monitoramento.
Estratégia de prova: O enunciado traz palavras-chave importantes (“fratura”, “T-score grave”, “em uso de bifosfonato”, “falha”) que guiam para a terapia sequencial recomendada nas principais diretrizes. Atenção à duração do tratamento e à ordem das medicações – detalhes frequentemente cobrados como pegadinha.
Resumo Final: O manejo correto em casos de osteoporose grave refratária inclui romosozumabe por um ano, seguido de antirreabsortivo para evitar perda de massa óssea adquirida, conforme recomendações do Ministério da Saúde, CONITEC e sociedades científicas.
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