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Q3952616 Português
Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas

A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.

Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.

Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.
Considerando o texto, analise os trechos a seguir quanto à ocorrência de vícios de linguagem e assinale a alternativa em que a classificação apresentada está correta, de acordo com a tradição gramatical normativa
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a identificação técnica de vício de linguagem segundo a tradição normativa: só há vício quando existe desvio efetivo de clareza, harmonia, propriedade, concisão ou adequação lexical. No trecho "Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados", a construção é sintaticamente regular, semanticamente clara e sem repetição viciosa, ambiguidade, eco, pleonasmo ou estrangeirismo; por isso, a única classificação correta é a da alternativa C.

Tema central: Vícios de linguagem
Análise das alternativas
A
Errada
A classificação como pleonasmo vicioso está errada. Em "Quando afirmamos diretamente que alguém está errado", o advérbio "diretamente" não repete desnecessariamente o sentido de "afirmamos"; ele acrescenta o modo da enunciação, isto é, indica que a afirmação é feita de forma frontal, sem rodeios. Falta, portanto, o requisito de redundância semântica que caracteriza o pleonasmo vicioso.
B
Errada
A alternativa erra ao apontar eco. Em "Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida", não há repetição sonora típica, próxima e desagradável que permita essa classificação. A aproximação entre "voz" e "recebida" não configura, nos termos técnicos da tradição normativa, o efeito fônico condenável chamado eco.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o trecho citado apresenta estrutura regular e sentido preciso. Há sujeito oracional reduzido de infinitivo, predicado verbal e complemento organizados de modo claro, sem obscuridade sintática e sem impropriedade vocabular. Como a questão pede a classificação segundo a tradição gramatical normativa, e nesse segmento não se verifica nenhum vício de linguagem reconhecido por esse critério, a afirmação de inexistência de vício é a única compatível com o texto.
D
Errada
A classificação como estrangeirismo semântico é incorreta porque "vínculos" não é empréstimo lexical inadequado, mas vocábulo do próprio léxico português, de uso corrente e culto. Em "A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos", não há importação de palavra ou estrutura estrangeira; logo, o vício apontado não existe.
Pegadinha da questão
A banca explorou a tendência de procurar um vício em toda alternativa. Aqui, a correta é justamente a que reconhece a ausência de vício, enquanto as erradas atribuem defeitos técnicos inexistentes: advérbio de modo tratado como pleonasmo, simples proximidade sonora tratada como eco e palavra culta tratada como estrangeirismo.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de nomear um vício, verifique se há de fato desvio de clareza, propriedade, concisão, harmonia ou adequação lexical; sem isso, não há classificação válida.
  • Pleonasmo vicioso exige repetição desnecessária de ideia; se o termo acrescenta modo, intensidade ou nuance de sentido, não é redundância automática.
  • Eco não se reconhece por qualquer semelhança sonora: é preciso repetição fônica perceptível e desagradável.
  • Estrangeirismo só existe quando há emprego de item lexical ou estrutura importada de língua estrangeira; palavra formal do português não entra nessa categoria.

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