O termo abaixo sublinhado que funciona como adjunto adnomin...

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Q499884 Português
                                                                                        A REALIDADE DA CIBERGUERRA

    A consolidação da tecnologia digital possibilitou a criação de um novo plano de relacionamento – entre pessoas, organizações, empresas, corporações, países, entidades supranacionais. Se isto permite avançar rapidamente em um sem-número de áreas, como informação, ciência, entretenimento, educação, etc., também tem seu lado preocupante. Pois as novas ferramentas também são usadas em ações à margem da lei.
     Estão aí os ciberataques, obra de hackers individuais, grupos militantes e também de governos. As informações são de que seis países alcançaram nível tecnológico para promovê-los: EUA, China, Rússia, Israel, Reino Unido e França, aos quais se poderia juntar o Irã. (....) O primeiro ato da já chamada ciberguerra a se tornar mundialmente conhecido foi a infecção do programa de controle das centrífugas para enriquecimento do urânio do Irã pelo vírus Stuxnet, que danifcou instalações nucleares de Natanz, atrasou o início da produção da usina de Bushehr e retardou o progresso iraniano em direção à bomba atômica. O vírus foi supostamente desenvolvido a mando dos EUA e/ou Israel, diante dos sucessivos fracassos de iniciativas diplomáticas para convencer Teerã a paralisar o programa nuclear, uma ameaça à comunidade internacional.
     A partir daí, o Irã acelerou a própria capacidade de realizar ataques cibernéticos. A última ofensiva teve como alvo os sistemas de controle de companhias de energia dos EUA, como de petróleo e gás e de eletricidade, mostrando que pode paralisar componentes cruciais da infraestrutura americana, com potencial de causar caos social. É só imaginar uma metrópole sem luz, força, gasolina e gás.
     (...) A dimensão digital é o espaço da liberdade de expressão e da iniciativa individual ou coletiva, desde que não seja utilizada para ameaçar quem quer que seja. É algo a que o Brasil deve dar atenção, diante das dimensões de sua economia e, a curto prazo, dos múltiplos eventos de massa que aqui se realizarão.
    
O termo abaixo sublinhado que funciona como adjunto adnominal e não como complemento nominal é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a relação de pertencimento ou vinculação: em E, “de uma metrópole” relaciona-se a “infraestrutura” desse modo, o que caracteriza adjunto adnominal e confirma o gabarito.

Tema central: Adjunto adnominal e complemento nominal
Análise das alternativas
A
Errada
“Da tecnologia digital” indica aquilo que se consolida. A paráfrase “consolidar a tecnologia digital” evidencia que a tecnologia é o objeto do processo expresso por “consolidação”. O segmento é, portanto, complemento nominal, não uma indicação de pertencimento.
B
Errada
“De um novo plano de relacionamento” designa aquilo que é criado. Na paráfrase “criar um novo plano de relacionamento”, o plano é o objeto resultante da criação. Assim, o segmento completo funciona como complemento nominal de “criação”, independentemente dos modificadores internos de “plano”.
C
Errada
Na leitura que sustenta o gabarito, “em suas redes” indica as redes atingidas pelas invasões, como explicita a paráfrase “invadir suas redes”. Nessa interpretação, o segmento é complemento nominal de “invasões”, pois expressa seu alvo, e não simples localização. A análise se limita ao fragmento da alternativa, ausente do texto-base; essa classificação depende da leitura de alvo.
D
Errada
“Do urânio do Irã” designa o elemento submetido ao enriquecimento. A paráfrase “enriquecer o urânio do Irã” evidencia sua relação de objeto do processo, classificando o segmento inteiro como complemento nominal de “enriquecimento”. A vinculação interna expressa por “do Irã” não transforma todo o trecho sublinhado em adjunto adnominal.
E
Certa
O segmento “de uma metrópole” especifica a que metrópole a infraestrutura está vinculada, sem indicar o objeto de uma ação expressa pelo substantivo. Por isso, é adjunto adnominal de “infraestrutura”. Já o conjunto “a infraestrutura de uma metrópole” funciona como objeto direto de “paralisar”: a função do conjunto não se confunde com a função do segmento sublinhado.
Pegadinha da questão
A confusão está em atribuir ao segmento inteiro a função de uma parte dele: em D, a vinculação expressa por “do Irã” não determina a função de “do urânio do Irã”; em E, a função de objeto direto do conjunto não impede que “de uma metrópole” seja adjunto adnominal. A presença de preposição, isoladamente, também não distingue as duas funções.
Dica para questões semelhantes
  • Classifique todo o segmento sublinhado em relação ao núcleo de que ele depende, sem tomar um modificador interno pela função do conjunto.
  • Quando houver substantivo de ação, use a paráfrase verbal para verificar se o segmento representa aquilo que sofre ou resulta do processo.
  • Distinga a relação de pertencimento ou vinculação da relação de alvo da ação; a preposição, sozinha, não resolve essa diferença.

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Comentários

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Para resolver essa questão, diferenciaremos CN e AA encontrando o termo anterior que não seja paciente:

a) a consolidação da tecnologia digital;  - a tecnologia digital CONSOLIDADA - termo paciente - CN

b) a criação de um novo plano de relacionamento;  - um novo plano de relacionamento CRIADO - termo paciente - CN

c) vítimas de invasões em suas redes; suas redes INVADIDAS - termo paciente - CN

d) enriquecimento do urânio do Irã; urânio do Irã enriquecido - termo paciente - CN

e) paralisar a infraestrutura de uma metrópole; termo agente, ideia de posse - AA

Obs: a pegadinha na letra E é o verbo paralisar, o candidato deve se atentar a considerar apenas a palavra infraestrutura, para não correr o risco de  pensar ser certo "a infraestrutura de uma metrópole paralisada", errando a questão.

GABARITO E 

 

Adjunto Adnominal           X           Complemento Nominal  

 

--> Adjunto Adnominal 

--> Satélite de: substantivo concreto; substantivo abstrato***

--> Ex: A mordida de Renato machucou o coleguinha 

 

--> Complemento Nominal 

--> Satélite de: adjetivo; advérbio; substantivo abstrato*** 

--> Ex: A mordida da maça foi vista por toda a plateia 

 

*** A maior dificuldade é quando o núcleo do sujeito for um substantivo ABSTRATO, pois será necessário saber se essa núcleo é ATIVO ou PASSIVO. 

 

Acertei por eliminação. Alguém poderia explicar por que letra E não pode ser Complemento Nominal?

 a)a consolidação da tecnologia digital;(cosolidação - SUBS ABSTRATO).

 b)a criação de um novo plano de relacionamento; (criação - SUBS ABSTRATO).

 c)vítimas de invasões em suas redes; (invasões - SUBS ABSTRATO).

 d)enriquecimento do urânio do Irã; (enrriquecimento - SUBS ABSTRATO).

 e)paralisar a infraestrutura de uma metrópole.(infraestrutura - SUBS CONCRETO) - ADN! 

 

GABARITO LETRA - E

e-

Quando houver relação de posse, será sempre adjunto adnominal

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