“Não me disseram que, ao terminarem o trabalho, entregar-me...

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O espelho da sociedade em “O Animal Social”

Publicado pela primeira vez nos anos 1970 e constantemente atualizado, O Animal Social, de Elliot Aronson, tornou-se um dos clássicos mais influentes da psicologia social. Nele, o autor conduz o leitor a uma jornada fascinante sobre como nossas atitudes, escolhas e até emoções mais íntimas são moldadas pelas interações com os outros. Aronson mostra que compreender o ser humano exige olhar para além do indivíduo isolado: é preciso enxergar o tecido social que sustenta — e muitas vezes direciona — cada comportamento.

Com exemplos vivos e pesquisas instigantes, o livro examina fenômenos como a conformidade, a persuasão e os estereótipos, revelando o quanto somos permeáveis às pressões de grupos, à propaganda e à opinião alheia. Em vez de limitar-se a uma análise acadêmica, o autor costura narrativas que tornam evidente como esses mecanismos se manifestam em situações comuns, do convívio familiar às decisões po0líticas.

Entre os episódios mais marcantes discutidos por Aronson está o experimento de Solomon Asch, no qual voluntários eram convidados a identificar, em cartões simples, qual linha era igual a outra em comprimento. Quando os cúmplices do pesquisador — que faziam parte do grupo de avaliação — davam respostas evidentemente erradas, muitos participantes acabavam cedendo à pressão e repetindo o erro coletivo. O resultado expõe de maneira clara como a busca por aceitação social pode levar indivíduos a negar até mesmo o que os seus próprios olhos percebem.

Ao mesmo tempo, Aronson lembra que não somos apenas receptores passivos de influências sociais. O livro também revela nossa capacidade de empatia, cooperação e altruísmo, ressaltando que a vida em sociedade pode despertar tanto o lado mais sombrio quanto o mais luminoso do ser humano. Essa ambiguidade, longe de ser um defeito, é a essência da condição humana que o autor convida a refletir.

Mais do que um manual científico, “O Animal Social” é uma obra que instiga e provoca, mostrando que compreender a nós mesmos passa, inevitavelmente, por compreender os outros. Quem se deixa guiar por suas páginas não encontra apenas conceitos acadêmicos, mas uma chave para interpretar o mundo e, talvez, transformar a maneira como nele habita.
“Não me disseram que, ao terminarem o trabalho, entregar-me-iam os documentos.”
A respeito do período, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A expressão “ao terminarem o trabalho” é o elemento determinante: a locução “ao” seguida de infinitivo flexionado introduz oração subordinada adverbial temporal reduzida, com valor equivalente a “quando”, o que confirma a alternativa C.

Tema central: oração subordinada adverbial temporal reduzida
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque não há erro de colocação pronominal em “entregar-me-iam os documentos”. Essa forma realiza mesóclise com verbo no futuro do pretérito, emprego admitido quando não há fator de próclise diretamente associado ao verbo flexionado. A presença de “que” na oração anterior não impõe próclise a “entregar”.
B
Errada
Está errada porque o período não é formado apenas por coordenação. Há subordinação em “que [...] entregar-me-iam os documentos”, introduzida por “que”, e há também subordinação em “ao terminarem o trabalho”, que constitui oração subordinada adverbial temporal reduzida.
C
Certa
A alternativa C está correta porque “ao terminarem o trabalho” tem valor temporal e pode ser desenvolvida como “quando terminarem o trabalho”. Além disso, o verbo aparece em forma reduzida de infinitivo flexionado, o que confirma a classificação como oração subordinada adverbial temporal reduzida. No período, essa oração estabelece a circunstância de tempo da ação principal expressa em “entregar-me-iam os documentos”.
D
Errada
Está errada porque o pronome “me” não exerce função de sujeito. Em “Não me disseram” e em “entregar-me-iam”, trata-se de pronome oblíquo átono com função de complemento verbal. Portanto, a alternativa atribui ao pronome uma função sintática incompatível com o período.
Pegadinha da questão
A banca explora três confusões reais: tomar “ao + infinitivo” como simples expressão preposicionada, estranhar “entregar-me-iam” e supor erro de colocação pronominal, e confundir a posição de “me” antes do verbo com função de sujeito.
Dica para questões semelhantes
  • Quando aparecer “ao + infinitivo”, verifique se o trecho equivale a “quando”; se equivaler, há valor temporal e possibilidade de oração reduzida.
  • Em análise do período, procure primeiro marcas de subordinação, como “que” e estruturas reduzidas; isso evita classificar como coordenação o que não é.
  • Não trate mesóclise como erro só por soar pouco usual; confirme se o verbo está no futuro e se há fator de próclise ligado a ele.
  • Pronome oblíquo átono como “me” deve ser analisado pela função sintática no verbo, não pela posição que ocupa na frase.

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Comentários

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Alternativa C

o "me" exerce função objeto ?

#PMMG2026

constitui oração subordinada adverbial temporal reduzida. na moral, quem inventa essas coisas véi

Visão geral criada por IA

  • C) CORRETA: "Ao terminarem o trabalho" é uma oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo. Ela indica o tempo em que a ação principal ("entregar-me-iam") ocorreria e é introduzida pela preposição "a" + artigo "o", seguida do verbo no infinitivo ("terminarem").

  • A) INCORRETA: Não há erro de colocação pronominal em "entregar-me-iam". O verbo está no futuro do pretérito, e a mesóclise (pronome no meio) é a forma culta e correta, pois não há palavra atrativa antes do verbo que exija próclise.

  • B) INCORRETA: O período é composto, mas não apenas por coordenação. Ele possui orações subordinadas (ex: "que... entregar-me-iam os documentos" é uma oração subordinada substantiva objetiva direta da oração principal "Não me disseram").

  • D) INCORRETA: O pronome "me" em "Não me disseram" exerce função de objeto indireto (quem diz, diz algo a alguém), não de sujeito.

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