Ana, de 22 anos, menciona a presença de um nódulo na tireoid...
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda a abordagem diagnóstica de nódulo tireoidiano com TSH suprimido. O ponto-chave é reconhecer que, na presença de TSH baixo, devemos investigar se este nódulo é funcional (ou seja, se está secretando hormônios de forma autônoma).
Justificativa da alternativa correta (D – Cintilografia com iodo-131): Em casos de nódulo tireoidiano associado a TSH suprimido (abaixo da referência), há suspeita de que este nódulo esteja produzindo hormônio tireoidiano sem controle do eixo hipotálamo-hipófise. A cintilografia de tireoide com radioisótopos (iodo-131 ou tecnécio-99m) é o exame indicado para avaliar a função do nódulo, classificando-o em:
- Nódulo quente (hipercaptante): capta o radioisótopo, geralmente é benigno e produtor de hormônio. Condutas invasivas (ex: punção) geralmente não são indicadas.
- Nódulo frio (hipocaptante): menor captação do radioisótopo, pode ser maligno, exigindo investigação adicional.
Segundo a literatura (ex: Sociedade Brasileira de Endocrinologia – SBEM), “a cintilografia está indicada nos casos em que o TSH encontra-se suprimido, para avaliar autonomia funcional do nódulo tireoidiano”. (Consenso Diagnóstico e Tratamento do Nódulo da Tireoide – SBEM)
Análise das alternativas incorretas:
A) Dosagem de TRAB: Útil para diagnóstico da Doença de Graves, quando há sintomas de hipertireoidismo difuso, mas não é prioridade em nódulo identificado como achado incidental.
B) Dosagem de tireoglobulina: Indicada principalmente para monitorar câncer diferenciado de tireoide após tratamento. Não é exame inicial para nódulos, sobretudo com TSH suprimido.
C) Dosagem de anti-tireoglobulina: Apresenta valor diagnóstico em doenças autoimunes (ex: tireoidite de Hashimoto), mas não auxilia na abordagem inicial deste caso.
E) Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): Fundamental para avaliação de malignidade em nódulos, mas não está indicada inicialmente em nódulos com TSH suprimido, pois é preciso antes definir funcionalidade. Nódulos "quentes" raramente são malignos e, por isso, evitam-se punções desnecessárias nessa situação.
Dica de prova: Atenção ao TSH suprimido junto a nódulo! Este achado muda a conduta para investigação funcional antes de suspeitar malignidade.
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