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Q3415116 Medicina
Ana, de 22 anos, menciona a presença de um nódulo na tireoide, descoberto acidentalmente durante um exame de imagem abdominal realizado devido a queixas de dor abdominal. Ela não apresenta sintomas relacionados ao nódulo e não o detectou ao palpar a região do pescoço. Nos exames laboratoriais, o TSH está suprimido, medindo 0,01 mUI/L. Diante desse cenário, para uma investigação apropriada, seria recomendado: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Esta questão aborda a abordagem diagnóstica de nódulo tireoidiano com TSH suprimido. O ponto-chave é reconhecer que, na presença de TSH baixo, devemos investigar se este nódulo é funcional (ou seja, se está secretando hormônios de forma autônoma).

Justificativa da alternativa correta (D – Cintilografia com iodo-131): Em casos de nódulo tireoidiano associado a TSH suprimido (abaixo da referência), há suspeita de que este nódulo esteja produzindo hormônio tireoidiano sem controle do eixo hipotálamo-hipófise. A cintilografia de tireoide com radioisótopos (iodo-131 ou tecnécio-99m) é o exame indicado para avaliar a função do nódulo, classificando-o em:

  • Nódulo quente (hipercaptante): capta o radioisótopo, geralmente é benigno e produtor de hormônio. Condutas invasivas (ex: punção) geralmente não são indicadas.
  • Nódulo frio (hipocaptante): menor captação do radioisótopo, pode ser maligno, exigindo investigação adicional.

Segundo a literatura (ex: Sociedade Brasileira de Endocrinologia – SBEM), “a cintilografia está indicada nos casos em que o TSH encontra-se suprimido, para avaliar autonomia funcional do nódulo tireoidiano”. (Consenso Diagnóstico e Tratamento do Nódulo da Tireoide – SBEM)

Análise das alternativas incorretas:

A) Dosagem de TRAB: Útil para diagnóstico da Doença de Graves, quando há sintomas de hipertireoidismo difuso, mas não é prioridade em nódulo identificado como achado incidental.

B) Dosagem de tireoglobulina: Indicada principalmente para monitorar câncer diferenciado de tireoide após tratamento. Não é exame inicial para nódulos, sobretudo com TSH suprimido.

C) Dosagem de anti-tireoglobulina: Apresenta valor diagnóstico em doenças autoimunes (ex: tireoidite de Hashimoto), mas não auxilia na abordagem inicial deste caso.

E) Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): Fundamental para avaliação de malignidade em nódulos, mas não está indicada inicialmente em nódulos com TSH suprimido, pois é preciso antes definir funcionalidade. Nódulos "quentes" raramente são malignos e, por isso, evitam-se punções desnecessárias nessa situação.

Dica de prova: Atenção ao TSH suprimido junto a nódulo! Este achado muda a conduta para investigação funcional antes de suspeitar malignidade.

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