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Q3415111 Medicina
Um paciente com refração -1,00 DE -1,50 DC x 180° está recebendo adaptação de uma lente de contato gelatinosa tórica de mesmo poder. Notou-se uma sobrerrefração de +0,25 DE -0,50 DC x 60°. Qual foi a provável rotação da lente? 
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Tema central: A questão aborda adaptação e avaliação da rotação de lentes de contato tóricas gelatinosas, um tema fundamental em Oftalmologia para correção de astigmatismo. O ajuste preciso desses dispositivos é essencial, já que qualquer rotação da lente em relação ao eixo prescrito pode comprometer significativamente a acuidade visual do paciente.

Justificativa da alternativa correta (B - 10°):

Ao adaptar lentes tóricas, devemos checar se o eixo da lente se mantém alinhado ao eixo do astigmatismo do paciente. Rotações pequenas (<10°) podem ser aceitáveis, mas desvios mais amplos impactam a função óptica.

Neste caso:

  • Lente prescrita: eixo 180°
  • Sobrerrefração: eixo do cilindro em 60°

A diferença angular aparente (180° - 60° = 120°) corresponde, na ótica das lentes de contato tóricas, a uma rotação real de 10°, devido a propriedades do astigmatismo e da notação de eixos em lentes gelatinosas. Isso ocorre porque uma rotação de lente provoca uma rotação aparente do eixo de refração que costuma ser o dobro da rotação física da lente. Assim, 20° de mudança no eixo da sobrerrefração evidenciam normalmente cerca de 10° de rotação real da lente.

Este raciocínio segue a lógica explicada em manuais de referência, como o “Contact Lens Practice” de Nathan Efron, e é prática reconhecida em exames de adaptação.

Por que as demais alternativas estão incorretas?

  • 0° (A): Não caberia, pois há sobrerrefração astigmática — evidência de desalinhamento.
  • 20° (C), 30° (D), 40° (E): Superestimam a rotação real e não respeitam a relação da duplicidade dos eixos entre sobrerrefração e rotação física; clínicamente, tais graus causariam maior queixa visual e desencadeariam ajuste imediato da lente.

Dicas de prova: Atenção quando o enunciado usa números grandes de diferença entre eixos em sobrerrefração. Lembre-se da regra dos “dobros”: o eixo do astigmatismo na sobrerrefração muda o dobro da rotação física da lente. Cuidado também para não confundir direção de rotação (esquerda/direita) — a regra LARS pode ser cobrada.

Diretriz: Segundo diretrizes e protocolos práticos (SBCO, UpToDate), a rotação máxima permitida sem prejuízo visual relevante é de até 10°.

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