As lesões inflamatórias mais comuns na pálpebra são conheci...
I. Apesar de ser uma condição comum na prática clínica, a epidemiologia do calázio ainda não é bem estabelecida. Estudos transversais realizados em diferentes populações hospitalares não randomizadas citam uma prevalência de calázio variando entre 0,2% e 6%. Embora pareça afetar igualmente homens e mulheres, não há números precisos disponíveis. O calázio ocorre com maior frequência durante a idade adulta, geralmente dos 30 aos 50 anos de idade.
II. Alguns fatores estão fortemente associados ao risco de calázio, como blefarite, síndrome do olho seco, dermatite palpebral, rosácea e conjuntivite. Entretanto, o tabagismo, depressão, ansiedade e histórico de alergias também possuem uma associação mais fraca com o risco de calázio.
III. A taxa de recorrência do calázio não está devidamente descrita, mas pode ocorrer em cerca de 10% dos pacientes. A localização do calázio também não é bem estabelecida, porém é mais comum ocorrer nas pálpebras superiores e ocorre com maior frequência na região lateral do que na região medial. Esses achados estão de acordo com a menor propensão das pálpebras inferiores a apresentarem disfunção da glândula meibomiana.
IV. Apesar do calázio figurar entre as principais lesões palpebrais diagnosticadas em ambulatórios de oftalmologia, existe falta de consenso sobre qual o tratamento específico ideal para o seu manejo. Entre as opções de tratamento estão as abordagens conservadoras, que incluem higiene, compressas quentes, gotas de antibióticos ou esteroides na pálpebra, além da abordagem invasiva, indicada quando há falha do manejo conservador e caracterizada por uso de injeções intralesionais de corticoides ou ainda a incisão e extirpação da lesão.
A alternativa correta é: