Homem de 41 anos, policial militar, procura
atendimento sete meses após evento traumático
(confronto com troca de tiros, quando colega
faleceu). Relata recordações intrusivas recorrentes e
involuntárias do evento, pesadelos frequentes,
flashbacks vívidos, desencadeados por sons de
fogos de artifício, evitação persistente de conversas
sobre o ocorrido e do local do confronto,
incapacidade de lembrar aspectos importantes do
trauma, crenças negativas persistentes sobre si
mesmo ("sou incompetente, falhei"), culpa distorcida
sobre as causas do evento, estado emocional
negativo persistente, anedonia, sensação de
distanciamento dos colegas, hipervigilância
constante, resposta de sobressalto exagerada e
insônia. Os sintomas causam sofrimento intenso e
prejuízo no trabalho (foi afastado das atividades
operacionais). Com relação ao especificador do
DSM-5-TR, que deve ser incluído no diagnóstico de
transtorno de estresse pós-traumático desse
paciente, podemos afirmar que: