As restrições primárias ao alongamento de um músculo são enc...
Gabarito comentado
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Tema central: exercícios de flexibilidade e os determinantes mecânicos do alongamento do músculo-esquelético.
Resumo didático: Em alongamentos passivos, a principal resistência é oferecida pelos tecidos não contráteis do unidade músculo-tendínea: o tecido conjuntivo intramuscular (endomísio, perimísio, epimísio), as fáscias e os tendões/aponeuroses que estão dentro e ao redor do músculo. Essas estruturas ricas em colágeno determinam a rigidez viscoelástica e limitam a amplitude no final do movimento. Já fatores neurais (fuso muscular, tolerância ao estiramento) modulam a resposta, mas não são a restrição mecânica primária no alongamento passivo em indivíduos saudáveis.
Gabarito: C – certo.
Justificativa da alternativa correta: Evidências biomecânicas mostram que o colágeno do tecido conectivo intramuscular e os tendões respondem por grande parte da resistência ao alongamento no fim da amplitude, por meio de fenômenos como stress-relaxation e creep. Estudos clássicos de Magnusson e colaboradores demonstram que o ganho agudo de amplitude decorre mais de mudanças na tolerância ao estiramento do que de real “alongamento” de sarcômeros, reforçando que a limitação primária é conjuntiva (Magnusson et al., Scand J Med Sci Sports; Weppler & Magnusson, 2010). As diretrizes do ACSM também descrevem o tecido conectivo e tendões como os principais limitadores mecânicos no alongamento passivo e orientam a prescrição para vencer essa rigidez de forma segura (ACSM’s Guidelines for Exercise Testing and Prescription, 10ª/11ª ed.).
Por que a alternativa “E – errado” não procede?
- Porque sugeriria que outras estruturas (ex.: fibras contráteis, cápsula articular isoladamente ou reflexos neurais) seriam o fator primário. Em repouso e sem ativação, o componente contrátil contribui menos para a resistência final do movimento do que o componente elástico paralelo (tecido conectivo) e o em série (tendão). Reflexos de estiramento podem aumentar o tônus, mas não explicam a restrição mecânica basal do alongamento passivo.
Estrategia para a prova: Atenção às palavras-chave: “restrições primárias” e “dentro e ao redor do músculo” direcionam para endomísio/perimísio/epimísio e tendões. Se o item destacasse “controle neural” ou “dor”, o foco seria tolerância/espasmo; aqui o foco é mecânico.
Aplicação prática na Fisioterapia: Para melhorar flexibilidade, use alongamentos estáticos de 15–60 s, 2–4 repetições, ≥2–3x/semana, preferindo após leve aquecimento; progredir sem dor intensa (ACSM). Em imobilizações e cicatrizes ocorre aumento de ligações cruzadas do colágeno, elevando a rigidez, o que exige progressão gradual.
Referências essenciais: ACSM Guidelines (10ª/11ª ed.); Weppler & Magnusson (Scand J Med Sci Sports, 2010); Alter – Science of Flexibility; UpToDate – Stretching and flexibility.
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