Joaquina, 62 anos, com história prévia de gastrectomia parci...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B - Realizar uma degastrectomia total com linfadenectomia D2 e reconstrução em Y de Roux.
1. Tema central da questão
Esta questão aborda o manejo cirúrgico do adenocarcinoma gástrico (câncer de estômago), especialmente na situação de um paciente com histórico de gastrectomia parcial. O candidato precisa compreender as opções terapêuticas e o estadiamento clínico do tumor gástrico, além das indicações cirúrgicas específicas nestes casos.
2. Resumo teórico
O adenocarcinoma gástrico é o tipo mais comum de câncer de estômago. Em pacientes previamente submetidos à gastrectomia parcial, o risco de tumor no coto gástrico é reconhecido. Quando não há metástase, o tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica com margem oncológica e linfadenectomia adequada, normalmente do tipo D2 (remoção dos linfonodos peri e extragástricos). A reconstrução em Y de Roux é preferida para restaurar a continuidade do trato gastrointestinal.
Fontes: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e do National Comprehensive Cancer Network (NCCN).
3. Justificativa da alternativa correta
A alternativa B indica a degastrectomia total (remoção de todo o estômago remanescente) com linfadenectomia D2 (padrão ouro para controle linfonodal) e reconstrução em Y de Roux, o que se encaixa nas recomendações atuais para tumores localizados sem metástases, garantindo melhor controle da doença e restauração anatômica funcional.
4. Análise das alternativas incorretas
- A: Neoadjuvância (quimio/radioterapia antes da cirurgia) não é rotina em tumores restritos ao estômago sem metástases ou invasão local significativa. Linfadenectomia D1 é insuficiente.
- C: Radioterapia isolada antes da cirurgia não é recomendada para esse quadro, e gastrectomia subtotal pode não ser oncologicamente adequada no coto gástrico.
- D: Ressecção local e vigilância ativa não são indicadas em tumores invasivos (adenocarcinoma com células em anel de sinete).
- E: Ressecção endoscópica com mucosectomia é indicada apenas para lesões muito iniciais, sem sinais de invasão profunda, o que não é o caso descrito.
5. Estratégias para interpretar a questão
Atente-se às informações clínicas essenciais: histórico de cirurgia, tipo histológico, ausência de metástases e localização do tumor. Desconfie de alternativas que proponham tratamentos paliativos, incompletos ou não compatíveis com as diretrizes oncológicas.
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