Leia o caso clínico a seguir. Mulher de 23 anos se apresent...

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Q4153007 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Mulher de 23 anos se apresenta com epistaxe recorrente. Ela também experimenta um sangramento nas gengivas quando escova os dentes. Outro histórico médico não é digno de nota e a paciente nega tomar qualquer medicamento, incluindo anti-inflamatórios não hormonais. No exame, não há esplenomegalia. O hemograma mostra leucócitos de 7400/dL com diferencial normal, hemoglobina de 11,3 mg/dL e uma contagem de plaquetas de 220.000.

Nesse caso, qual deve ser a conduta a ser adotada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Sangramento mucocutâneo recorrente com plaquetas em número normal aponta para defeito de hemostasia primária, especialmente doença de von Willebrand, e não para trombocitopenia, hiperesplenismo ou falência medular; por isso, entre as alternativas, a investigação indicada é a pesquisa para doença de von Willebrand.

Tema central: Hemostasia primária
Análise das alternativas
A
Errada
Ultrassom abdominal para confirmar ausência de esplenomegalia não é a conduta adequada porque o exame físico já não mostra esplenomegalia e o quadro não sugere hiperesplenismo. Se o baço estivesse relacionado ao sangramento por sequestro plaquetário, o esperado seria trombocitopenia, o que não ocorre.
B
Errada
Biópsia de medula óssea não se justifica porque não há elementos que sustentem doença medular. O leucograma é normal, as plaquetas são normais, não há esplenomegalia e não foram descritas citopenias ou alterações que sugiram falência medular, infiltração ou neoplasia hematológica.
C
Certa
A alternativa C está correta porque epistaxe recorrente e sangramento gengival são sangramentos mucocutâneos típicos de hemostasia primária. Como a contagem de plaquetas é normal e não há uso de AINEs, a principal hipótese é doença de von Willebrand, causa clássica de sangramento mucoso com hemograma sem plaquetopenia.
D
Errada
Avaliar função renal poderia fazer parte de uma investigação ampla de disfunção plaquetária adquirida por uremia, mas essa hipótese não é a mais sustentada pelo enunciado. Não há pista clínica ou laboratorial de nefropatia, enquanto o padrão descrito é típico de doença de von Willebrand.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre sangramento por problema quantitativo de plaquetas e sangramento por defeito qualitativo de hemostasia primária: o número de plaquetas normal não exclui distúrbio hemorrágico e, neste padrão mucocutâneo, direciona para doença de von Willebrand.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro classifique o padrão do sangramento: mucocutâneo sugere hemostasia primária; sangramento profundo sugere coagulopatia de fatores.
  • Se a plaquetometria estiver normal, pense em defeito qualitativo plaquetário ou doença de von Willebrand antes de procurar trombocitopenia.
  • Ausência de AINEs ajuda a reduzir a hipótese de disfunção plaquetária adquirida por medicamento.
  • Não indique investigação medular ou de hiperesplenismo sem citopenias ou achados clínicos que sustentem essas hipóteses.

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