Um paciente de 12 anos é encaminhado para avaliação odontoló...
Gabarito comentado
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Tema central: Disfunção Temporomandibular (DTM) associada a alterações oclusais em adolescente. Em provas, identifique sinais de desvio funcional (ex.: desvio da linha média ao fechar) e assimetria leve — frequentemente ligados a mordida cruzada posterior unilateral.
Alternativa correta: B - Mordida cruzada posterior.
Justificativa: A mordida cruzada posterior unilateral em crianças/adolescentes costuma provocar desvio funcional mandibular para o lado cruzado na máxima intercuspidação, gerando carga assimétrica condilar e sobrecarga muscular. Esse padrão explica a assimetria leve, o desvio da linha média para o lado direito e a dor na ATM. Evidências mostram associação consistente entre cruzada posterior unilateral e sinais/sintomas de DTM em jovens, e melhora após correção interceptativa (expansão maxilar) (Okeson – Management of TMD and Occlusion; American Academy of Orofacial Pain; revisões sistemáticas em adolescentes, ex.: Michelotti & Iodice, 2010; Manfredini et al.). As diretrizes DC/TMD reforçam o caráter multifatorial da DTM, reconhecendo que desvios funcionais aumentam o risco de sobrecarga articular.
Análise das alternativas incorretas:
A - Artrose precoce da ATM: Degeneração articular em 12 anos é rara e geralmente ligada a artrite idiopática juvenil, trauma ou anomalias; cursa com crepitação, limitação de movimento e alterações radiográficas. O caso sugere etiologia funcional/oclusiva, não degenerativa. (AAOP; UpToDate – Temporomandibular disorders)
C - Mordida aberta anterior: Pode estar associada a hábitos/alterações de via aérea, mas a relação causal com DTM é fraca. Não explica por si a assimetria com desvio lateral em MIH. (Manfredini et al.: associação global entre má oclusão e DTM é limitada; exceção mais consistente: cruzada unilateral).
D/E - Classe II (caninos/molares): A Classe II isoladamente não é preditora confiável de DTM; a literatura é inconsistente. Nestas provas, desconfie quando a alternativa destaca “classe II” sem sinais de sobrecarga específica. Aqui, o padrão funcional assimétrico é o achado-chave. (Okeson; AAOP; DC/TMD)
Estratégia para a prova: Diante de DTM em jovem, priorize achados que indiquem desvio funcional e assimetrias induzidas pela oclusão (ex.: cruzada posterior unilateral). Achados como “classe II” e “mordida aberta” costumam ser marcadores fracos de causalidade.
Conduta prática (extra para fixar): Avaliar com DC/TMD, considerar placas estabilizadoras e fisioterapia para dor e, na causa, tratamento interceptativo (ex.: expansão rápida da maxila) para eliminar o desvio funcional. (AAOP; Ortodontia interceptativa)
Gabarito: B. Mordida cruzada posterior.
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