A mancha branca é a fase da lesão de cárie incipiente no esm...
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Tema central: classificação de Baume para arcos decíduos. O Tipo 1 apresenta diastemas fisiológicos (incluindo os “espaços primatas”: entre incisivo lateral e canino superiores; entre canino e 1º molar inferiores). O Tipo 2 não apresenta espaços, com maior chance de apinhamento na dentição permanente.
Justificativa da alternativa correta (A): Em arco decíduo Tipo 1, os diastemas são normais e desejáveis porque compensam o maior diâmetro mésio-distal dos dentes permanentes (especialmente incisivos e caninos). Assim, não há indicação de intervenção ortodôntica apenas pela presença de diastemas; eles tendem a ser “consumidos” na erupção dos permanentes. Evidência clínica e livros-texto clássicos (McDonald & Avery; Pediatric Dentistry – Casamassimo/Fields; e a diretriz da AAPD “Management of the Developing Dentition and Occlusion”) recomendam acompanhamento quando há espaços fisiológicos, sem terapêutica ativa.
Atenção à pegadinha: Apesar de o enunciado mencionar “mancha branca” (lesão de cárie incipiente), as alternativas testam oclusão/arquitetura do arco decíduo. Em prova, foque nas palavras-chave “diastemas” e “Baume” para identificar o Tipo 1 e a conduta expectante.
Análise das incorretas:
B) Chama de Tipo 2 (sem espaços) e conclui que “não é necessário intervir”. Em arcos sem diastemas, há maior risco de apinhamento futuro; a conduta adequada é monitoramento criterioso e, conforme o caso, medidas interceptativas (p.ex., manutenção de espaço), não uma regra de “não intervir”. Diverge da fisiologia e das diretrizes da AAPD.
C) É Tipo 1, mas propõe tratamento ortodôntico. Em presença de diastemas fisiológicos, ortodontia não é indicada apenas por eles; os espaços são benéficos à transição para a dentição permanente. Contraria McDonald & Avery e AAPD.
D) É Tipo 2 e afirma que é necessário tratar ortodonticamente. Embora o Tipo 2 eleve o risco de apinhamento, a intervenção não é universal nem imediata; decide-se por acompanhamento e, se indicado, interceptação individualizada (proporção dente/arco, perda precoce, padrão esquelético). Generalizar “necessário” está incorreto.
E) “Tipo 3 de Baume” não existe. A classificação compreende apenas Tipo 1 (com espaços) e Tipo 2 (sem espaços).
Estratégia de prova: Se o arco decíduo tem diastemas → Baume Tipo 1 → conduta: observar. Se sem espaços → Baume Tipo 2 → monitorar e considerar interceptação conforme risco de apinhamento.
Referências essenciais: AAPD – Management of the Developing Dentition and Occlusion; McDonald & Avery: Dentistry for the Child and Adolescent; Pediatric Dentistry (Casamassimo/Fields).
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