A mancha branca é a fase da lesão de cárie incipiente no esm...

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Q3546141 Odontologia
A mancha branca é a fase da lesão de cárie incipiente no esmalte, já visível clinicamente. Costuma incidir em superfícies lisas (próximas da margem gengival) e em superfícies com fissuras. Aparece como área esbranquiçada opaca, de superfície rugosa. Estas características são consequência da remoção sub-superficial de minerais, que ocasionam microvazios com capacidade de espalhar a luz. Qual das seguintes afirmações sobre a progressão da lesão é verdadeira?
Alternativas

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Gabarito: A

Tema central: classificação de Baume para arcos decíduos. O Tipo 1 apresenta diastemas fisiológicos (incluindo os “espaços primatas”: entre incisivo lateral e canino superiores; entre canino e 1º molar inferiores). O Tipo 2 não apresenta espaços, com maior chance de apinhamento na dentição permanente.

Justificativa da alternativa correta (A): Em arco decíduo Tipo 1, os diastemas são normais e desejáveis porque compensam o maior diâmetro mésio-distal dos dentes permanentes (especialmente incisivos e caninos). Assim, não há indicação de intervenção ortodôntica apenas pela presença de diastemas; eles tendem a ser “consumidos” na erupção dos permanentes. Evidência clínica e livros-texto clássicos (McDonald & Avery; Pediatric Dentistry – Casamassimo/Fields; e a diretriz da AAPD “Management of the Developing Dentition and Occlusion”) recomendam acompanhamento quando há espaços fisiológicos, sem terapêutica ativa.

Atenção à pegadinha: Apesar de o enunciado mencionar “mancha branca” (lesão de cárie incipiente), as alternativas testam oclusão/arquitetura do arco decíduo. Em prova, foque nas palavras-chave “diastemas” e “Baume” para identificar o Tipo 1 e a conduta expectante.

Análise das incorretas:

B) Chama de Tipo 2 (sem espaços) e conclui que “não é necessário intervir”. Em arcos sem diastemas, há maior risco de apinhamento futuro; a conduta adequada é monitoramento criterioso e, conforme o caso, medidas interceptativas (p.ex., manutenção de espaço), não uma regra de “não intervir”. Diverge da fisiologia e das diretrizes da AAPD.

C) É Tipo 1, mas propõe tratamento ortodôntico. Em presença de diastemas fisiológicos, ortodontia não é indicada apenas por eles; os espaços são benéficos à transição para a dentição permanente. Contraria McDonald & Avery e AAPD.

D) É Tipo 2 e afirma que é necessário tratar ortodonticamente. Embora o Tipo 2 eleve o risco de apinhamento, a intervenção não é universal nem imediata; decide-se por acompanhamento e, se indicado, interceptação individualizada (proporção dente/arco, perda precoce, padrão esquelético). Generalizar “necessário” está incorreto.

E)Tipo 3 de Baume” não existe. A classificação compreende apenas Tipo 1 (com espaços) e Tipo 2 (sem espaços).

Estratégia de prova: Se o arco decíduo tem diastemasBaume Tipo 1conduta: observar. Se sem espaçosBaume Tipo 2monitorar e considerar interceptação conforme risco de apinhamento.

Referências essenciais: AAPD – Management of the Developing Dentition and Occlusion; McDonald & Avery: Dentistry for the Child and Adolescent; Pediatric Dentistry (Casamassimo/Fields).

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