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Q3546138 Odontologia
Durante uma consulta odontológica de rotina, um paciente de 35 anos apresenta uma lesão cariosa em uma superfície oclusal do segundo molar superior esquerdo. Ao realizar o exame clínico, você observa uma lesão com coloração marrom-escura e aspecto brilhante. Diante dessa situação, qual é a conduta mais simples para determinar se a cárie está ativa ou inativa?
Alternativas

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Tema central: diferenciação clínica entre cárie ativa e cárie inativa (arrested). A atividade da lesão é definida por sinais clínicos de superfície: brilho, textura e dureza, não por imagem.

Achados-chave (ICDAS/ICCMS e critérios de Nyvad):
- Lesão ativa: aspecto opaco/mate, áspera ao tato, macia/leathery à exploração suave, geralmente em área de estagnação de placa.
- Lesão inativa: brilhante, lisa e dura ao tato; frequentemente pigmentada (marrom-escura).

Justificativa da alternativa correta (B): “Deslizar delicadamente um explorador dentário para verificar a consistência” é a conduta mais simples e direta para avaliar dureza e textura da superfície. Usa-se um explorador/sonda de ponta romba (ex.: sonda ball-ended do ICDAS ou OMS) com pressão mínima, deslizando sem forçar, para perceber se a superfície é áspera e macia (ativa) ou lisa e dura (inativa). No caso descrito (marrom-escura e brilhante), o padrão sugere inatividade, que deve ser confirmada por esse toque suave. Referências: ICDAS/ICCMS; Nyvad & Baelum; Fejerskov & Kidd – Dental Caries; Diretrizes do Ministério da Saúde (Saúde Bucal na APS).

Análise das incorretas:

A) Radiografia panorâmica: baixa resolução para lesões oclusais iniciais e não determina atividade. Não é exame de escolha para cárie oclusal.

D) Radiografia periapical: útil para região periapical e raízes; sensibilidade limitada para cárie oclusal inicial e não informa atividade.

E) Radiografia interproximal (bite-wing): melhor para detectar e estimar a extensão de cárie proximal/oclusal em dentina, mas não avalia atividade. Atividade é critério clínico (brilho, textura, dureza, placa).

C) Teste de vitalidade pulpar: avalia o estado pulpar, não a atividade da cárie. Só é indicado se houver suspeita de comprometimento pulpar.

Estratégia de prova (pegadinha): quando o enunciado traz “brilhante” e “marrom-escura”, pense em lesão inativa. Radiografias ajudam na profundidade, não na atividade. Para atividade, procure a opção que fale em avaliação clínica de textura/dureza com toque suave (sem “enroscar” o explorador, para não causar dano iatrogênico).

Mensagem prática: confirme a suspeita clínica com tato suave. Lesão dura e lisa = inativa (controle de placa e fluoreto). Lesão macia/áspera = ativa (controle de risco, medidas não invasivas ou restauradoras conforme extensão).

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