Durante uma consulta odontológica de rotina, um paciente de ...
Gabarito comentado
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Tema central: diferenciação clínica entre cárie ativa e cárie inativa (arrested). A atividade da lesão é definida por sinais clínicos de superfície: brilho, textura e dureza, não por imagem.
Achados-chave (ICDAS/ICCMS e critérios de Nyvad):
- Lesão ativa: aspecto opaco/mate, áspera ao tato, macia/leathery à exploração suave, geralmente em área de estagnação de placa.
- Lesão inativa: brilhante, lisa e dura ao tato; frequentemente pigmentada (marrom-escura).
Justificativa da alternativa correta (B): “Deslizar delicadamente um explorador dentário para verificar a consistência” é a conduta mais simples e direta para avaliar dureza e textura da superfície. Usa-se um explorador/sonda de ponta romba (ex.: sonda ball-ended do ICDAS ou OMS) com pressão mínima, deslizando sem forçar, para perceber se a superfície é áspera e macia (ativa) ou lisa e dura (inativa). No caso descrito (marrom-escura e brilhante), o padrão sugere inatividade, que deve ser confirmada por esse toque suave. Referências: ICDAS/ICCMS; Nyvad & Baelum; Fejerskov & Kidd – Dental Caries; Diretrizes do Ministério da Saúde (Saúde Bucal na APS).
Análise das incorretas:
A) Radiografia panorâmica: baixa resolução para lesões oclusais iniciais e não determina atividade. Não é exame de escolha para cárie oclusal.
D) Radiografia periapical: útil para região periapical e raízes; sensibilidade limitada para cárie oclusal inicial e não informa atividade.
E) Radiografia interproximal (bite-wing): melhor para detectar e estimar a extensão de cárie proximal/oclusal em dentina, mas não avalia atividade. Atividade é critério clínico (brilho, textura, dureza, placa).
C) Teste de vitalidade pulpar: avalia o estado pulpar, não a atividade da cárie. Só é indicado se houver suspeita de comprometimento pulpar.
Estratégia de prova (pegadinha): quando o enunciado traz “brilhante” e “marrom-escura”, pense em lesão inativa. Radiografias ajudam na profundidade, não na atividade. Para atividade, procure a opção que fale em avaliação clínica de textura/dureza com toque suave (sem “enroscar” o explorador, para não causar dano iatrogênico).
Mensagem prática: confirme a suspeita clínica com tato suave. Lesão dura e lisa = inativa (controle de placa e fluoreto). Lesão macia/áspera = ativa (controle de risco, medidas não invasivas ou restauradoras conforme extensão).
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