A mancha branca é a fase da lesão de cárie incipiente no esm...
Gabarito comentado
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Tema central: progressão da lesão de cárie incipiente (mancha branca) no esmalte, relacionando tempo de exposição cariogênica com alterações microscópicas (porosidade/dissolução) e achados clínicos (visibilidade com ou sem secagem).
Gabarito: B
Por que a B está correta? Em cerca de 7 dias de desafio ácido contínuo, forma-se uma zona subsuperficial desmineralizada, com aumento de porosidade que pode alcançar ~100 µm. A camada superficial permanece relativamente íntegra, mas mais porosa. Clinicamente, quando o esmalte está úmido, geralmente não há alteração visível; o contraste óptico surge preferencialmente após secagem em fases um pouco mais avançadas. Esses achados estão de acordo com a histopatologia clássica das lesões iniciais de esmalte (Fejerskov & Kidd; Ten Cate).
Análise das incorretas
A) Afirma ausência de alterações microscópicas em 7 dias e presença de mancha branca após secagem. Inconsistente: a lesão inicial é primeiro microscópica (porosidade/zonas da lesão) para depois se tornar clinicamente visível; ver mancha branca tão cedo é improvável e depende de maior progressão ou secagem prolongada (Fejerskov & Kidd).
C) Propõe que em 14 dias já há microerosões e aumento de dissolução superficial. A superfície típica da mancha branca inicial permanece intacta; a perda superficial/microerosões ocorre mais tardiamente, com desafio mais prolongado ou dessaturação frequente do biofilme.
D) Em 21–30 dias, dizer que não há modificações visíveis (mesmo sem secagem) contraria a clínica: nesse período, a mancha branca tende a ser visível ao menos após secagem, podendo tornar-se perceptível mesmo úmida em lesões mais ativas (ICDAS 1–2).
E) Em 21–30 dias, limitar a profundidade a ~100 µm subestima a progressão; espera-se lesão mais profunda e corpo da lesão melhor definido (>100–200 µm), mantendo-se a visibilidade após secagem. Assim, o tempo e a profundidade estão desajustados.
Fisiopatologia-chave: ácidos do biofilme difundem-se pelo esmalte, promovendo desmineralização subsuperficial (zonas: translúcida, escura, corpo da lesão e superfície). A secagem substitui água por ar nos poros, aumentando a difusão/espalhamento da luz e tornando a mancha opaca.
Estratégia de prova: destaque palavras-chave como tempo (7, 14, 21–30 dias), profundidade (~100 µm é precoce), e contraste microscópico vs. macroscópico (primeiro muda o micro; o macro vem depois e depende de secagem).
Referências: Fejerskov O, Kidd E. Dental Caries: The Disease and Its Clinical Management. 3ª ed.; Ten Cate’s Oral Histology; Diretrizes ICDAS e critérios de atividade de lesões (ICCMS).
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