Caso ocorra formigamento na mão do paciente, o teste de pree...

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Q228052 Fisioterapia
Durante a avaliação do paciente, testes especiais ajudam a avaliar a condição física e a identificar eventuais disfunções. Desse modo, esses testes, junto com o exame físico funcional contribuem para o diagnóstico fisioterapêutico. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes.

Caso ocorra formigamento na mão do paciente, o teste de preensão em pinça permite distinguir se o mesmo é causado por compressão nervosa ou distúrbio vascular.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: uso de testes especiais na avaliação fisioterapêutica para triagem de disfunções musculoesqueléticas e neurovasculares.

Gabarito: E (errado)

Justificativa: O teste de preensão em pinça é um teste motor, usado para avaliar integridade/força de músculos inervados por nervos específicos (ex.: Froment para n. ulnar; “OK sign”/pinça ponta-a-ponta para o ramo interósseo anterior do n. mediano). Ele não foi validado para diferenciar a causa do formigamento (parestesia) entre compressão nervosa e distúrbio vascular. Parestesia exige avaliação neurovascular combinada, não um teste de força de pinça isolado. Referências: Magee – Orthopedic Physical Assessment; UpToDate – Evaluation of numbness in the hand; APTA CPG Carpal Tunnel Syndrome (2019).

Como diferenciar na prática clínica:

  • Suspeita neurológica: distribuição dermatomal ou em território de nervo (ex.: mediano no túnel do carpo), sintomas noturnos, fraqueza muscular específica. Testes: Phalen, Tinel, ULNT, Spurling (se radicular). Confirmação: ENMG. Diretrizes APTA/AAOS para túnel do carpo.
  • Suspeita vascular: pele fria/pálida, mudança de cor, diminuição de pulso, fadiga à elevação. Testes: Allen (patência radial/ulnar), tempo de enchimento capilar, Doppler. Diretrizes vasculares (Sociedades de Cirurgia Vascular; UpToDate – Evaluation of upper extremity ischemia).

Estratégia para a prova: desconfie de afirmações absolutas como “permite distinguir”. Pergunte-se: “Para que este teste foi originalmente desenvolvido e validado?” Se a função do teste é motora, ele não diferencia etiologias vasculares de parestesias.

Análise das alternativas:

  • C (certo) — incorreta: atribui ao teste de pinça uma capacidade diagnóstica que ele não possui. Não avalia perfusão nem parâmetros hemodinâmicos.
  • E (errado) — correta: reconhece que o teste de pinça não distingue causa neural de vascular em casos de formigamento; ele apenas sugere disfunção de ramos nervosos específicos pela observação do padrão de pinça.

Resumo para memorização: Pinça = força/inervação (ulnar/mediano). Diferenciar parestesia neuro vs vascular = conjunto de testes neuro (Phalen/Tinel/ENMG) + vasculares (Allen/capilar/Doppler).

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