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Q4153511 Filosofia
      Da mesma forma como profissionais do espetáculo podem ser obrigados a se sujeitar a contratos que lhes fazem ser fornecedores imortais de trabalho e lucro para a indústria cinematográfica, podemos imaginar que tal procedimento será generalizado para outros setores. Assim, professoras e professores poderão ser obrigados a assinar contratos nos quais se estipule que eles continuarão a dar aulas depois de mortos, interagindo com alunas e alunos através da dita inteligência artificial.
Vladimir Safatle. Sobre vampiros e capital. Cult, 2023, apud Maria Lucia Arruda Aranha, Moderna Plus: Filosofia, São Paulo: Moderna, 2024, p. 115.

O exemplo apresentado por Safatle no texto precedente permite a problematização da inteligência artificial a partir da noção de imaginação técnica, que pode ser compreendida como
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O elemento decisivo foi o exemplo de professores obrigados a continuar dando aulas depois de mortos por meio da inteligência artificial, em um contexto de crítica à generalização da exploração técnica do trabalho humano.

Tema central: imaginação técnica crítica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui ao excerto um elogio à humanidade e um aumento da criação humana. O texto tem tom crítico e descreve exploração técnica do trabalho, não celebração da criatividade humana.
B
Certa
A alternativa B é a compatível com o sentido crítico do excerto. A noção cobrada aparece, neste contexto, como redução ou substituição da capacidade humana de imaginar e criar pela mediação tecnológica: a técnica passa a operar no lugar da ação humana viva, e não como elogio, contribuição neutra ou simples expansão criativa. O trecho sobre trabalhadores transformados em 'fornecedores imortais de trabalho e lucro' mostra uma problematização da IA como ameaça à humanidade, com esvaziamento da centralidade humana na criação.
C
Errada
Está errada porque, embora mencione imaginar e criar menos, classifica isso como contribuição à humanidade. Esse valor positivo contraria diretamente a problematização crítica presente no enunciado.
D
Errada
Está errada porque desloca o foco para um suposto ataque à tecnologia e ainda afirma que a tecnologia passa a imaginar e criar como a humanidade. A base indica que o problema formulado é a substituição funcional do humano por mediação técnica, não uma tese abstrata de tecnofobia.
E
Errada
Está errada porque apresenta a imaginação técnica como alternativa à humanidade em chave afirmativa, ligada à criação de tecnologias. O excerto não sustenta esse sentido positivo; ao contrário, problematiza criticamente a substituição de funções humanas pela IA.
Pegadinha da questão
A confusão real estava em não olhar só para 'imaginar/criar mais ou menos', mas para o valor do processo no excerto: ameaça, e não elogio, contribuição ou alternativa afirmativa.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o termo conceitual não vem definido, decida pela compatibilidade semântica entre o excerto e as alternativas.
  • Em questões interpretativas, o tom valorativo do texto pode ser decisivo para excluir alternativas positivas, neutras ou laudatórias.
  • Se o enunciado mostra substituição de funções humanas pela técnica em chave crítica, descarte respostas que tratem isso como ganho automático de criatividade humana.

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