A trombose venosa (TVP) é uma doença grave com grande risc...
Apesar da sua eficácia, o uso da varfarina é limitado por:
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Tema central: tratamento da TVP com anticoagulantes e limitações do uso da varfarina. Varfarina é um anticoagulante oral que inibe a vitamina K epóxido redutase (VKORC1), reduzindo os fatores II, VII, IX, X e proteínas C e S. Eficaz, porém com janela terapêutica estreita, múltiplas interações e necessidade de controle de INR.
Alternativa correta: E — Apresentar risco de hemorragia. A varfarina aumenta o risco de sangramento, sobretudo quando o INR está acima da meta (geralmente 2–3). Há maior risco de hemorragia intracraniana em comparação aos DOACs. Esse é um fator limitante clássico do seu uso e justifica a preferência atual pelos DOACs em muitos cenários de TVP, conforme diretrizes (ASH 2020; CHEST/ACCP).
Por que as outras estão incorretas:
- A – “Ligar-se diretamente à trombina sem cofator”: descreve inibidores diretos (ex.: dabigatrana). A varfarina não se liga à trombina; ela reduz a síntese de fatores dependentes de vitamina K (Harrison’s, UpToDate). Portanto, a afirmação é conceitualmente errada.
- B – “Ausência de interação com medicamentos e alimentos”: é o oposto do real. A varfarina tem várias interações (CYP2C9, CYP3A4) e com alimentos ricos em vitamina K, o que limita seu uso e exige monitoração do INR.
- C – “Não apresentar efeito antiplaquetário”: é verdadeiro como característica farmacológica (atua na coagulação, não nas plaquetas), mas isso não é uma limitação. Logo, não responde ao que a questão pede.
- D – “Ter início de ação rápida”: falso. A varfarina tem início lento (36–72 h) e requer ponte com heparina nos primeiros dias no tratamento da TVP, o que também limita seu uso (CHEST).
Conduta prática em TVP: iniciar anticoagulação assim que diagnosticada. Preferir DOACs (rivaroxabana, apixabana, dabigatrana, edoxabana) quando elegíveis. Usar varfarina quando DOACs forem contraindicados (p.ex., próteses valvares mecânicas, síndrome antifosfolípide, custo/acesso), com INR-alvo 2–3 e vigilância de sangramento.
Dica de prova: quando a pergunta pedir “limitações”, pense em: risco de sangramento, interações, monitorização frequente e início lento. Frases que negam interações ou atribuem “ação rápida” à varfarina são armadilhas.
Referências essenciais: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Management of DVT); Diretrizes ASH 2020 e CHEST/ACCP para VTE.
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