Assinale a alternativa que indica uma das principais estraté...
Gabarito comentado
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Gabarito: C — Garantir o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença.
Tema central: Prevenção de incapacidades físicas na hanseníase. A hanseníase causa neuropatia periférica pela invasão do nervo pelo Mycobacterium leprae, levando a perda sensitiva, motora e autonômica, com risco de úlceras, deformidades e contraturas. Quanto mais cedo se interrompe a multiplicação bacilar e se controlam as reações neuríticas, menor o dano irreversível.
Por que a alternativa C é correta? O diagnóstico precoce e a poliquimioterapia (PQT/MDT) padronizada pela OMS e pelo Ministério da Saúde são as medidas mais efetivas para evitar lesão neural permanente, além de reduzir a transmissão. A PQT (rifampicina, dapsona e clofazimina conforme a classificação) cessa a replicação bacilar e diminui a chance de reações hansênicas, principais responsáveis por neurite aguda. O manejo tempestivo das reações (corticoterapia sistêmica para neurite/reação tipo 1; talidomida para ENL em homens) e a fisioterapia na APS/ESF (testes com monofilamentos, fortalecimento, alongamentos, órteses e educação para autocuidado) completam a prevenção de incapacidades. Evidências e diretrizes: OMS (MDT), Ministério da Saúde/PNCH, UpToDate e Harrison’s apontam o tratamento oportuno como pilar da prevenção de sequelas.
Como ler a questão (pegadinha): Muitas opções relacionam-se à prevenção da transmissão ou à promoção geral de saúde. A pergunta foca em prevenir incapacidades permanentes, que dependem principalmente de interromper a lesão neural cedo — logo, diagnóstico + PQT.
Análise das alternativas incorretas:
A) Campanhas de higiene pessoal: hanseníase não é doença de “falta de higiene”; transmite-se por contato próximo e prolongado via vias aéreas. Medida pouco efetiva para evitar dano neural. Não substitui diagnóstico/tratamento (OMS/MS).
B) Óculos de sol: não tem relação com a prevenção de neuropatia periférica, úlceras plantares, garra ou pé caído. Pode ter uso pontual em fotossensibilidade por clofazimina, mas não previne incapacidades.
D) Vacinação em larga escala: não existe vacina específica contra hanseníase. O BCG oferece proteção parcial e é indicado para contatos conforme MS, mas não é a principal estratégia para evitar incapacidades.
E) Exames de rotina para detectar a bactéria: não se recomenda rastreio populacional com baciloscopia/biopsia. O diagnóstico é clínico dermato-neurológico (lesões hipocrômicas com hipoestesia, espessamento neural) com exames complementares quando necessário. “Exames de rotina” não previnem por si só a incapacidade.
Dica prática na ESF: suspeitou de lesão cutânea com hipoestesia ou alteração de sensibilidade/força? Encaminhe e inicie fluxo para diagnóstico rápido e PQT. Eduque sobre autocuidado (inspeção diária dos pés/mãos), proteções, e trate reações prontamente.
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