Sobre a abordagem da fisioterapia na osteoporose no idoso, a...
( ) Com o risco aumentado de quedas, de fraturas ósseas e, por consequência, de comorbidades decorrentes disso, o indivíduo com osteoporose deve realizar a intervenção fisioterapêutica o mais precocemente possível, para impedir o declínio de seu desempenho funcional.
( ) A atividade física orientada tem um papel importante para esses pacientes, pois promove o ganho de massa muscular e massa óssea ou retarda o processo de perda fisiológica, própria do envelhecimento.
( ) É fundamental que o fisioterapeuta oriente o paciente sobre a importância de incluir as atividades físicas nos seus hábitos diários para que ocorra a manutenção dessa densidade óssea, evitando que haja regressão e piora do seu quadro.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Gabarito comentado
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Tema central: Fisioterapia na osteoporose do idoso, com foco em prevenção de quedas e fraturas, manutenção/ganho de massa muscular e óssea e educação para aderência. Diretrizes (NOF 2022; Endocrine Society; UpToDate; OMS/WHO fall prevention) recomendam intervenção precoce, supervisionada e contínua.
Gabarito: B — V, V, V.
1) Verdadeira — Intervenção fisioterapêutica precoce reduz risco de quedas e declínio funcional. Programas multicomponentes (força, equilíbrio, treino de marcha e educação) diminuem quedas em ~20–30% em idosos, inclusive com osteoporose e pós-fratura (Cochrane; WHO Guidelines for Integrated Care for Older People; UpToDate). Quanto antes abordar, menor o descondicionamento, a sarcopenia e a perda de autonomia.
2) Verdadeira — Atividade física orientada promove ganho de massa e força muscular e aumento/modesta preservação da DMO. Meta-análises mostram melhora discreta da DMO em coluna e quadril com exercícios de impacto e resistência (ACSM; NOF; UpToDate). Protocolos típicos: resistência 2–3x/sem (8–12 repetições, progressivo), atividades de suporte de peso (caminhada, subir degraus), treino de equilíbrio (reduz quedas/fraturas). Em osteoporose avançada, evitar flexões/rotação brusca de tronco para prevenir fraturas vertebrais por compressão.
3) Verdadeira — Educação e incorporação das atividades ao dia a dia são fundamentais. Benefícios ósseos e funcionais regridem com o destreinamento; manter carga mecânica regular é necessário para sustentar a DMO e a capacidade funcional (ACSM; NOF). Orientar aderência, segurança domiciliar, uso correto de órteses e progressão segura.
Por que as demais alternativas estão erradas? As opções A, C, D e E contêm “F” para pelo menos uma assertiva. No entanto, todas as três são verdadeiras com suporte consistente de diretrizes e revisões sistemáticas. Assim, qualquer alternativa que classifique alguma como falsa entra em conflito com a evidência atual sobre: intervenção precoce, eficácia do exercício sobre músculo/DMO e necessidade de manutenção por meio de hábitos regulares.
Estratégia de prova: Palavras-chave que apontam para “V”: “intervenção precoce” (evita declínio), “atividade física orientada” (força/DMO), “manutenção por hábitos” (aderência e prevenção de reversão). Em Geriatria, termos categóricos como “deve” e “fundamental” costumam estar corretos quando vinculados a prevenção de quedas e exercício supervisionado.
Dicas práticas: Combine resistência de MMII e tronco, equilíbrio estático/dinâmico, marcha com duplo-tarefa, treino postural/alongamento peitoral, e educação ambiental. Considere cálcio e vitamina D conforme orientação médica e rastreie risco com FRAX.
Referências essenciais: NOF Clinician’s Guide (2022); Endocrine Society Guideline; ACSM Position Stand; UpToDate (Osteoporosis in older adults; Exercise to prevent falls); WHO ICOPE/Falls Prevention.
Resposta final: B — V, V, V.
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