Um tratamento clássico da terapia combinada é o trigger do m...
I. A técnica consiste na aplicação do transdutor sobre o trapézio e músculos paravertebrais cervical.
II. O ultrassom será emitido no modo contínuo, e a corrente será interferencial bipolar.
III. A intensidade da corrente não necessita ser elevada, ao contrário, pouco mais de 10 mA são suficientes para produzir leves contrações que identificam a dose correta.
Quais estão corretas?
Gabarito comentado
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Gabarito: E (I, II e III corretas)
Tema central: terapia combinada (ultrassom terapêutico + corrente interferencial) para pontos-gatilho do trapézio e neuralgia occipital. Objetivos: analgesia, redução do espasmo e aumento da extensibilidade tecidual, favorecendo mobilidade cervical e alívio de cefaleias cervicogênicas.
Por que a alternativa E é correta?
I. Aplicar o transdutor sobre o trapézio e paravertebrais cervicais é condizente com o alvo clínico: pontos-gatilho no trapézio superior e sensibilização dos ramos occipitais. A varredura lenta sobre bandas tensas facilita o release miofascial e o alívio da dor referida. (Robertson et al., Electrotherapy Explained; Low & Reed)
II. O ultrassom em modo contínuo gera efeito térmico (↑ fluxo sanguíneo, ↓ rigidez), adequado para trigger points; a interferencial bipolar (premodulada) é apropriada para áreas pequenas como região cervical/trapézio, promovendo analgesia por gate control e modulação da hiperexcitabilidade segmentar. (Kitchen & Bazin; Prentice)
III. A intensidade da interferencial deve ser confortável, frequentemente pouco acima de 10 mA, visando contrações leves ou forte estímulo sensorial sem dor. Intensidades altas podem aumentar espasmo e defender o tecido. Dosear pela resposta clínica e tolerância. (Robertson et al.)
Pegadinhas e como acertar:
- Contínuo x pulsado: para trigger point, prefira contínuo (efeito térmico). Pulsado é mais usado em fase aguda/edema.
- Bipolar x tetrapolar: cervical/área pequena → bipolar (premodulada). Tetrapolar é mais comum em áreas amplas.
- Dose: use leve contração ou forte parestesia sem dor como guia, não “quanto mais, melhor”.
Análise das alternativas incorretas:
- A (Apenas I): ignora parâmetros cruciais de modo contínuo e bipolar, além da dose adequada.
- B (Apenas III): desconsidera local correto de aplicação e a combinação de modalidades, ambos essenciais.
- C (Apenas I e II): omite a dosimetria da corrente; sem dose correta, reduz eficácia e segurança.
- D (Apenas II e III): perde o alvo anatômico (trapézio e paravertebrais), fundamental para o efeito clínico.
Dicas práticas:
- US contínuo 1–3 MHz conforme profundidade; movimentar o transdutor 3–4 cm/s.
- Interferencial bipolar com eletrodos a cavaleiro do ponto doloroso; ajustar até parestesia forte/leve contração sem dor.
- Evite sobre áreas com sensão alterada, marcapasso, neoplasia ativa ou gestação sobre coluna cervical.
Referências: Robertson VJ et al. Electrotherapy Explained; Kitchen S, Bazin S. Clayton’s Electrotherapy; Prentice WE. Modalities for Therapeutic Intervention; CPG APTA para dor cervical (suporte a modalidades como adjuvantes).
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